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Crédito da imagem: © Lula Marques/ Agência Braasil.

Governo eleva imposto de importação para proteger indústria nacional

Ministro Haddad justifica aumento em tarifas para mais de mil produtos visando fortalecer produção local

Impacto do aumento do imposto

O reajuste nas tarifas de importação visa fortalecer a indústria nacional ao reduzir a concorrência externa, o que pode gerar mais empregos e estimular a produção local. Embora possa elevar custos para alguns setores, a medida busca equilibrar a balança comercial e aumentar a arrecadação pública, contribuindo para a estabilidade fiscal e o desenvolvimento econômico sustentável.
Brasília - 07/10/2025 - Ministro da Fazendo, Fernando Haddad,  durante coletiva após reunião com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, justificou nesta quarta-feira (25) o aumento do imposto de importação sobre mais de mil produtos, incluindo smartphones e equipamentos industriais. Segundo ele, a medida tem caráter regulatório e busca “proteger a produção nacional”.

De acordo com Haddad, mais de 90% dos itens afetados são fabricados no Brasil, o que diminui o impacto sobre o consumidor.

“Qual é o objetivo? Trazer essa empresa para o território nacional. Não tem impacto, a não ser na proteção da produção nacional”, afirmou o ministro após retornar de viagem à Índia e à Coreia do Sul, onde acompanhou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O reajuste, já decidido pelo governo, pode elevar as tarifas em até 7,2 pontos percentuais, atingindo setores que dependem de compras internacionais. Parte dos novos percentuais já entrou em vigor; o restante passa a valer a partir de março.

Haddad ressaltou que a própria norma permite revisões pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), inclusive com possibilidade de redução ou zeragem da tarifa, caso necessário. No entanto, a medida poderá reforçar o caixa federal em R$ 14 bilhões por ano, ajudando o governo a cumprir a meta fiscal de 2026: superávit primário de R$ 34,3 bilhões, com tolerância para resultado zero e superávit de R$ 68,6 bilhões.

Setores atingidos

Além de smartphones, a alta do imposto alcança máquinas e equipamentos como caldeiras, geradores, turbinas, fornos industriais, robôs industriais, empilhadeiras, tratores, plataformas de perfuração, navios, aparelhos de ressonância magnética, tomógrafos e equipamentos laboratoriais.

O anúncio gerou críticas da oposição e de setores empresariais, que alertam para possível aumento de custos e impacto nos preços. O governo, por sua vez, sustenta que a iniciativa corrige distorções e fortalece a indústria instalada no país.

Smartphones

No caso dos celulares, o Mdic informou que a medida não atinge aparelhos produzidos no Brasil, que representam 95% do mercado nacional em 2025. Apenas 5% são importados.

Entre as principais marcas, Xiaomi pode ser impactada por não fabricar no país. Já Apple, Samsung, Motorola, Jovi, Realme e Oppo não seriam afetadas, segundo o governo.

A decisão mantém tarifa zero para componentes importados que não tenham produção similar no Brasil, medida considerada estratégica para evitar encarecimento da indústria local.

Resumo da Notícia

O Ministério da Fazenda anunciou o aumento do imposto de importação sobre mais de mil itens, incluindo smartphones e equipamentos industriais, com o objetivo de proteger a indústria brasileira. Segundo o ministro Fernando Haddad, a medida tem caráter regulatório e pretende incentivar a produção nacional, já que mais de 90% dos produtos afetados são fabricados no país, minimizando o impacto para consumidores. O reajuste pode aumentar as tarifas em até 7,2 pontos percentuais e prevê arrecadação extra de R$ 14 bilhões anuais, contribuindo para a meta fiscal de 2026. A política abrange diversos setores, como máquinas industriais, aparelhos médicos e veículos agrícolas. Para smartphones, a maior parte do mercado nacional não será afetada, pois a maioria é produzida no Brasil. O governo mantém tarifa zero para componentes importados sem produção local para evitar encarecimento. A iniciativa recebeu críticas por possíveis aumentos de custos, mas é defendida como essencial para corrigir distorções e fortalecer a indústria no país.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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