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Crédito da imagem: © Divulgação/Porto de Santos

Governo define regras para proteger produtores em acordos comerciais

Decreto estabelece salvaguardas para indústria e agricultura diante do aumento de importações no Mercosul-UE

Proteção ao setor produtivo

A regulamentação das medidas de salvaguarda oferece ao Brasil instrumentos para equilibrar a concorrência internacional, protegendo a indústria e o agronegócio de impactos negativos causados por importações em acordos comerciais. Isso contribui para a manutenção da competitividade e estabilidade desses setores, preservando empregos e a produção nacional diante das mudanças no comércio global.
O Porto de Santos responde por quase 30% da balança comercial do país. Importação, exportação, balança comercial, porto, navio, container,  comércio exterior - Foto: Divulgação/Porto de Santos
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No mesmo dia em que o Congresso Nacional concluiu a internalização do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que cria uma das maiores zonas de livre comércio do planeta, o governo federal publicou um decreto que regulamenta as regras de aplicação de salvaguardas para produtores nacionais.  

De acordo com o decreto, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), nesta quarta-feira (4), as medidas de salvaguardas bilaterais poderão ser aplicadas quando as importações de um produto sujeito a condições preferenciais, em decorrência de um acordo, aumentarem em quantidade e em condições tais que causem ou ameacem causar um prejuízo grave à indústria doméstica.

As medidas podem ser adotadas para proteger tanto o setor industrial quanto o agrícola.

Segundo o governo, a adoção de uma salvaguarda pode, por exemplo, levar à suspensão temporária do cronograma de desconto tarifário negociado ou ao restabelecimento da tarifa aplicada antes da vigência de um acordo comercial.

Também poderá ser instituída uma cota tarifária, com a definição de um volume de importações até o qual as mercadorias continuam a usufruir das preferências pactuadas. Ultrapassado esse limite, os produtos passam a estar sujeitos à suspensão do cronograma de desgravação tarifária ou ao restabelecimento das tarifas anteriormente aplicadas.

Ainda segundo o decreto, caberá à Câmara de Comércio Exterior (Camex) adotar medidas de salvaguarda, após investigação conduzida pelo Departamento de Defesa Comercial da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC (Decom/Secex).

A indústria doméstica poderá solicitar investigação de salvaguardas bilaterais e, em circunstâncias excepcionais, a Secex também fica autorizada a abrir investigações de ofício.

O mecanismo já havia sido anunciado na semana passada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e era uma demanda especialmente do setor agrícola brasileiro.

Isso porque, no final do ano passado, o Parlamento Europeu aprovou regras mais rígidas para importações agrícolas vinculadas ao acordo com o Mercosul, cujas medidas seriam acionadas se importações em grande volume causarem ou ameaçarem prejuízo grave aos produtores europeus.

O setor do agronegócio nacional queria que essas salvaguardas fossem assumidas também pelo governo brasileiro, em caso de aumento das importações de produtos europeus concorrentes.

Resumo da Notícia

O governo federal publicou um decreto que regulamenta a aplicação de medidas de salvaguarda para proteger os setores industrial e agrícola brasileiros contra impactos negativos decorrentes do aumento das importações em acordos comerciais, como o firmado entre Mercosul e União Europeia. A iniciativa permite suspender temporariamente descontos tarifários negociados ou restabelecer tarifas anteriores, além de implementar cotas para limitar o volume de importações beneficiadas por preferências comerciais. A Câmara de Comércio Exterior (Camex) será responsável por adotar essas medidas, seguindo investigações conduzidas pela Secretaria de Comércio Exterior. O decreto atende a uma demanda do agronegócio brasileiro, que buscava mecanismos de proteção diante das regras europeias mais rigorosas para importações agrícolas. Assim, o país fortalece sua capacidade de proteger seus produtores diante dos efeitos da liberalização comercial.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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