Governo de MS avança em obras e governança da Rota Bioceânica para integrar comércio internacional
O governo de Mato Grosso do Sul tem investido de forma estratégica na implantação da Rota Bioceânica, uma iniciativa que integra o Brasil a países vizinhos como Paraguai, Argentina e Chile, facilitando o comércio e a logística na América do Sul.
Recentemente, o secretário da Semadesc, Artur Falcette, apresentou em Campo Grande os principais avanços e desafios desse corredor, destacando obras fundamentais, como a ponte binacional sobre o Rio Paraguai, que liga Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai. Com cerca de 90% da obra concluída e investimento de US$ 85 milhões financiado pela Itaipu Binacional, a ponte deve ser finalizada até agosto de 2026.
Além disso, a infraestrutura de acesso à ponte está em desenvolvimento, incluindo a pavimentação do contorno rodoviário na BR-267, que deve ser concluída em julho de 2027. Do lado paraguaio, o asfaltamento de 225 quilômetros da rodovia PY-15 também avança com entrega prevista para agosto de 2026. Essas obras demonstram o compromisso conjunto dos países para consolidar o corredor.
No âmbito da governança, Mato Grosso do Sul criou o Comitê Estadual da Rota Bioceânica, coordenado pela Semadesc, reunindo órgãos públicos e entidades privadas para garantir a coordenação das ações. O Plano Mestre Regional, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, orienta essa integração com diagnósticos e planos de ação para os próximos anos.
Outro ponto crucial abordado foi a facilitação do comércio, com o Brasil aderindo à Convenção TIR para simplificar procedimentos aduaneiros e reduzir custos na fronteira. Também foram estruturados grupos técnicos para segurança e saúde no corredor, envolvendo diversas forças de segurança estaduais e federais.
Apesar dos avanços, o secretário ressaltou desafios importantes, como a necessidade de qualificação dos motoristas, segurança no transporte e adequação legal para garantir uma operação eficiente. Ele destacou que o sucesso do corredor depende tanto da infraestrutura quanto da capacidade logística instalada, além de uma comunicação clara sobre a importância do projeto.
Com esses esforços, a Rota Bioceânica se firmará como uma plataforma estratégica para setores como mineração, agroindústria, logística e turismo, impulsionando o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul e ampliando a integração do Brasil com mercados internacionais.
O próximo encontro internacional para discutir o progresso da rota está marcado para novembro de 2026, em Antofagasta, no Chile, evidenciando a continuidade da cooperação entre os países envolvidos.
Assim, Mato Grosso do Sul destaca-se como protagonista em um projeto que pode redefinir o panorama logístico e comercial da América do Sul, com impactos diretos na economia regional e na competitividade brasileira.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.