Governo de MS amplia acesso ao novo RG para idosos e comunidades vulneráveis

Mutirões e novos postos de identificação facilitarão a emissão de documentos em todo o estado até 2026.

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Governo de MS amplia acesso ao novo RG para idosos e comunidades vulneráveis
Crédito da imagem: Claudete de Freitas Soares utiliza máquina de escrever em braille no ISMAC, em Campo Grande.

Governo de MS amplia acesso ao novo RG para idosos e comunidades vulneráveis

A ampliação do acesso ao novo RG em Mato Grosso do Sul é crucial para garantir que todos os cidadãos, especialmente os mais vulneráveis, tenham seus direitos civis respeitados. A inclusão de informações sobre deficiências no novo documento melhora o atendimento e a interação social.

Mato Grosso do Sul está promovendo uma ampla iniciativa para facilitar o acesso ao novo Registro Geral (RG), com foco especial em idosos e comunidades em situação de vulnerabilidade. Até outubro de 2026, o governo planeja realizar cerca de 90 mutirões, que devem resultar na emissão de aproximadamente 8 mil novas identidades. A ação é coordenada pelo Instituto de Identificação da Polícia Científica de MS e visa levar a emissão do novo documento a instituições e comunidades que frequentemente enfrentam dificuldades para acessar os postos convencionais.

Um exemplo significativo dessa mudança é a história de Claudete de Freitas Soares, de 65 anos, que recebeu sua nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) após quase duas décadas utilizando o mesmo documento. A atualização não apenas trouxe uma nova fotografia, mas também a inclusão da identificação como pessoa com deficiência, o que impactou positivamente sua experiência em bancos e estabelecimentos comerciais. Claudete, que possui baixa visão, relata que a nova identidade facilitou o reconhecimento de sua condição, tornando seu atendimento mais respeitoso e eficiente.

A secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) tem sido fundamental nessa empreitada, realizando ações itinerantes em locais como o ISMAC (Instituto Sul-Mato-Grossense para Cegos) em Campo Grande. De janeiro a outubro de 2026, já foram feitas 90 ações, e em 2025, mais de 130 mutirões possibilitaram a emissão de mais de 10 mil documentos. Nos últimos anos, o estado contabilizou quase 1 milhão de carteiras emitidas.

Outra beneficiada, Melita Jacinta Brick, de 75 anos, também recebeu sua nova identidade durante um mutirão no Centro de Convivência de Idosos Vovó Ziza, onde frequenta há 18 anos. Para ela, o novo documento não apenas atualizou sua fotografia, mas também integrou o CPF, simplificando a necessidade de portar múltiplos documentos. Melita já utilizou a nova identidade em transações importantes, como a compra de um imóvel e um veículo, destacando a conveniência trazida pela ação.

As ações itinerantes têm alcançado diversas comunidades, incluindo indígenas, rurais, quilombolas e ribeirinhas, proporcionando acesso à documentação civil a pessoas que, de outra forma, teriam dificuldades. Além disso, a expansão da rede fixa de identificação civil está em andamento, com novos postos sendo instalados em escolas e localidades estratégicas, como o Assentamento Itamarati, em Ponta Porã, e aldeias em Nova Andradina.

Os mutirões e novos postos permanentes visam garantir que todos os cidadãos de Mato Grosso do Sul tenham acesso à documentação necessária, essencial para o exercício da cidadania. A nova CIN utiliza o CPF como número único de identificação e possibilita a inclusão de símbolos que indicam deficiência, conforme a documentação apresentada. A primeira emissão é gratuita, e o RG antigo permanecerá válido até fevereiro de 2032.

Para Claudete, a atualização da identidade representou mais do que um simples documento; foi uma forma de reconhecimento de sua condição, resultando em um tratamento mais respeitoso. A inclusão social e a acessibilidade nas políticas públicas são passos importantes para a construção de uma sociedade mais justa.

Resumo da notícia
O governo de Mato Grosso do Sul tem promovido ações itinerantes para facilitar a emissão do novo RG, especialmente para idosos e populações vulneráveis. Até outubro de 2026, cerca de 90 mutirões resultarão em 8 mil novas identidades. O novo documento inclui informações sobre deficiência, melhorando o atendimento em serviços e estabelecimentos. A iniciativa visa aumentar o acesso à documentação civil em comunidades indígenas, rurais, quilombolas e ribeirinhas.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.