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Crédito da imagem: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Governo atua para conter alta nas passagens aéreas, afirma presidente da Anac

Medidas como redução de impostos e parcelamento do combustível limitam reajuste dos bilhetes aéreos

Governo atua para conter alta nas passagens aéreas, afirma presidente da Anac

Entender as ações do governo para conter o aumento das passagens é essencial para o consumidor. Essas medidas ajudam a manter os preços mais acessíveis, preservando o acesso ao transporte aéreo mesmo diante da alta no preço do combustível, fator que impacta diretamente o custo das viagens.

O aumento expressivo no preço do querosene de aviação, anunciado pela Petrobras no início de abril, gerou preocupação sobre o impacto nas tarifas aéreas no Brasil. Com reajuste médio de 55% no combustível, que representa cerca de 40% do custo das passagens, a expectativa era de que os bilhetes tivessem um aumento significativo. No entanto, o presidente da Anac, Tiago Chagas, destacou que as ações coordenadas pelo Governo Federal têm ajudado a mitigar esse efeito.

Durante entrevista à Rádio Nacional, Tiago Chagas explicou que, sem a intervenção governamental, o aumento nas passagens poderia variar entre 20% e 30%. Com as medidas adotadas, esse índice deverá ficar entre 10% e 12%, o que representa um alívio para os consumidores. Entre as estratégias está o parcelamento do reajuste do querosene, com apenas 18% do aumento aplicado inicialmente e o restante diluído ao longo de seis meses.

Além disso, o governo zerou os impostos PIS e Cofins sobre o combustível de aviação e liberou uma linha de crédito especial para as companhias aéreas. Essas iniciativas visam facilitar o fluxo de caixa das empresas, evitando que o custo total seja repassado imediatamente aos passageiros. O objetivo é proteger o setor aéreo da instabilidade causada pela guerra no Oriente Médio, que elevou o preço do barril de petróleo e, consequentemente, do combustível.

Segundo Chagas, as companhias aéreas têm interesse em aderir rapidamente a essas medidas, pois a alta expressiva nas tarifas pode reduzir o número de passageiros e comprometer a rentabilidade das rotas. Aviões com baixa ocupação podem levar ao cancelamento de voos, o que afetaria a oferta de transporte aéreo para a população.

O acompanhamento dessas medidas e a adesão das companhias aéreas serão fundamentais para definir o comportamento das tarifas nos próximos meses. A expectativa é que essa combinação de políticas públicas e estratégias empresariais contribua para manter o mercado aéreo brasileiro acessível e competitivo, mesmo diante das pressões externas sobre os preços do combustível.

Resumo da Notícia

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas, ressaltou que as ações do Governo Federal e da Petrobras têm sido fundamentais para frear o aumento das passagens aéreas no Brasil. Apesar do reajuste de 55% no preço do querosene de aviação, principal componente do custo das companhias aéreas, o impacto nas tarifas deve se situar entre 10% e 12%, devido a estratégias como o parcelamento do aumento do combustível, a isenção dos impostos PIS e Cofins e linhas de crédito para as empresas aéreas. Essas medidas buscam evitar uma alta mais expressiva que poderia prejudicar a demanda e o funcionamento das rotas aéreas no país.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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