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Crédito da imagem: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Gleisi Hoffmann deixa Secretaria para disputar vaga no Senado

Ministra confirma saída em março e destaca combate ao feminicídio como prioridade nacional

Combate à Violência de Gênero

A notícia evidencia a continuidade dos esforços institucionais para enfrentar a violência contra a mulher, um problema social grave que afeta a segurança e os direitos das mulheres no Brasil. O destaque para a necessidade de integração entre os poderes e a existência de canais como o telefone 180 reforçam o compromisso público com a proteção e a prevenção, impactando diretamente a vida das vítimas e promovendo avanços na igualdade de gênero.
Brasília (DF), 08/04/2025 - A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, durante pronunciamento após apresentação da nova versão  da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e líderes partidários da Casa. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI/PR), Gleisi Hoffmann confirmou, nesta quarta-feira (4), que deixará a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) em 31 de março, conforme calendário eleitoral, para concorrer a uma vaga no Senado Federal. No lugar, assumirá o secretário-executivo do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), apelidado de Conselhão, Olavo Noleto.

Os dois participaram, na manhã desta quarta-feira (4), do seminário Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres, organizado pelo Conselhão, em Brasília. As discussões desta manhã reafirmam o enfrentamento ao feminicídio como prioridade nacional e compromisso de Estado.

No encontro, no Palácio do Planalto, a ministra de Relações Institucionais destacou que 13% dos feminicídios do país são de vítimas que tinham medidas protetivas quando foram mortas. Gleisi Hoffmann chama os integrantes do Conselhão a debater a necessidade de real efetividade imediata dessas medidas.

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A ministra ainda questionou o motivo de o Brasil ter avançado em aspectos como a ocupação de mais espaço de poder pelas mulheres e, ainda assim, registrar de desigualdades socioeconômicas entre mulheres e homens.

“É um problema cultural da nossa sociedade, que vem da educação. Não tem 100 anos que as mulheres entraram no mundo público e da iniciativa privada e que saíram das suas casas para entrar em empresas, na área política. O voto é da década de 1930 e ainda assim começou muito pequeno e com grande resistência", diz.

Ela explica que, culturalmente, a mulher sempre foi uma extensão da propriedade privada do marido.

“O Código Civil dizia isso até pouco tempo atrás. A mulher tinha que pedir permissão para tudo: para sair, para estudar, para fazer outras coisas. O papel dela era ficar em casa no cuidado”, recordou a ministra da SRI/PR, Gleisi Hoffmann.

Gleisi Hoffmann confirmou que o seminário desta quarta-feira é resultado das primeiras deliberações do Pacto Brasil entre os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) para enfrentar o feminicídio e outras violências.

A iniciativa conjunta foi lançada em fevereiro, em um momento de aumento a violência letal contra mulheres. O pacto é focado em prevenção, proteção, responsabilização e garantia de direitos e visa integrar ações e fortalecer a rede de atendimento.

Conselhão

O seminário Brasil pela Vida das Meninas e Mulheres do Conselhão reúne, durante toda esta quarta-feira, autoridades e representantes de instituições públicas, do setor privado e da sociedade civil. Entre os presentes, está a ativista brasileira Maria Penha Maia Fernandes, que após duas tentativas de feminicídio lutou para que seu agressor viesse a ser condenado.

A farmacêutica dá nome ao principal mecanismo para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher do Brasil: a Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006).

Ligue 180

Em caso de violência contra a mulher, ligue gratuitamente 180.

A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 oferece orientação, acolhimento e encaminhamento de denúncias. O atendimento também pode ser realizado pelo WhatsApp, no número (61) 99610-0180.

O serviço público e sigiloso funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive nos feriados e pode ser usado por mulheres em situação de violência ou qualquer pessoa que queira denunciar uma situação de violência contra a mulher.

A central também informa sobre direitos, garantias e serviços especializados.

Em casos de emergência, deve ser acionada a Polícia Militar do estado, por meio do telefone 190.

 

Resumo da Notícia

Gleisi Hoffmann anunciou que deixará a Secretaria de Relações Institucionais no final de março para concorrer ao Senado. Durante seminário no Palácio do Planalto, ela ressaltou a importância do enfrentamento ao feminicídio, citando que 13% das vítimas já tinham medidas protetivas quando foram assassinadas. Gleisi também destacou os desafios culturais que ainda mantêm desigualdades entre homens e mulheres no Brasil, apesar dos avanços recentes na participação feminina na política e no mercado de trabalho. O evento, promovido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, reforçou o compromisso dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em integrar esforços contra a violência de gênero. A ativista Maria Penha, que inspirou a criação da Lei Maria da Penha, participou do seminário, que enfatizou a prevenção, proteção e responsabilização no combate à violência contra as mulheres. A Central de Atendimento à Mulher, por meio do telefone 180, segue disponível para denúncias e orientações.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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