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Crédito da imagem: © Antônio Augusto/STF

Gilmar Mendes autoriza soltura de delegado no caso Gritzbach

Ministro do STF revoga prisão preventiva e impõe medidas cautelares ao policial investigado

Libertação com medidas restritivas

A decisão de substituir a prisão preventiva por medidas alternativas reflete o equilíbrio entre garantir direitos individuais e manter a segurança pública. Para a população, isso significa que suspeitos sem antecedentes criminais e provas contundentes podem responder ao processo em liberdade, desde que cumpram condições que minimizam riscos, promovendo maior transparência e controle no sistema judicial.
Brasília (DF), 25/09/2025 - Ministro Gilmar Mendes durante sessão do STF. Foto: Antônio Augusto/STF
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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (31) soltar o delegado da Polícia Civil de São Paulo Fábio Baena Martin, investigado no caso do assassinato do empresário Vinícius Gritzbach, ocorrido em 2024.

O delegado foi preso, em dezembro do mesmo ano, sob a acusação de tentativa de extorsão de Gritzbach, que atuou como delator de uma investigação que envolve corrupção policial para proteger membros da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na decisão, Mendes entendeu que o delegado não tem antecedentes criminais e não há comprovação de que ele integre a organização criminosa.

“O contexto de sua prisão preventiva não apresenta os pressupostos necessários para a manutenção de sua custódia, permitindo que ele responda ao processo em liberdade sob condições que garantam a ordem pública”, decidiu o ministro.

Mendes também decidiu substituir a prisão preventiva por medidas cautelares, como pagamento de fiança de R$ 100 mil, uso de tornozeleira eletrônica, proibição de acesso a repartições policiais e de ter contato com outros investigados.

Defesa

Em nota à imprensa, o advogado Daniel Bialski declarou que recebeu com alívio a decisão. Segundo a defesa, o delegado foi vítima de coação ilegal.

“Reitera-se que é inadmissível no Brasil se banalizar o direito à liberdade, se decretando e mantendo prisão automática, vedada por nossa legislação, sem contemporaneidade e o mais grave, por fatos que já haviam sido investigados e arquivados pela Justiça, por recomendação do próprio Ministério Público”, afirmou a defesa.

Resumo da Notícia

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a libertação do delegado Fábio Baena Martin, preso sob suspeita de tentativa de extorsão relacionada ao assassinato do empresário Vinícius Gritzbach. A decisão foi fundamentada na ausência de antecedentes criminais e falta de provas que o liguem a organizações criminosas. Em substituição à prisão preventiva, foram estabelecidas medidas restritivas, incluindo fiança, uso de tornozeleira eletrônica e restrições de contato. A defesa do delegado comemorou a decisão, alegando que ele foi alvo de coação ilegal e ressaltou que a prisão automática sem fundamentos recentes é ilegal no Brasil.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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