Cidadania Mato Grosso do Sul
Crédito da imagem: Para subsecretário de Promoção da Igualdade Racial, Deividson Silva, espaço fortalece atuação entre todos os poderes e também movimentos sociais. (Foto: Matheus Carvalho/SEC)

Fórum Intergovernamental em MS Avança na Igualdade Racial entre Municípios

Nova instância busca fortalecer políticas de igualdade racial e promover articulação entre Estado e cidades.

Fórum Intergovernamental em MS Avança na Igualdade Racial entre Municípios

A criação do FIPIR-MS representa um passo significativo para a inclusão e valorização das comunidades quilombolas em Mato Grosso do Sul. Este espaço permitirá que as demandas locais sejam diretamente consideradas nas políticas públicas, promovendo uma verdadeira intergovernamentalidade.

O estado de Mato Grosso do Sul ganhou uma nova ferramenta para promover a igualdade racial com a criação do Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial (FIPIR-MS). Essa instância permanente facilitará a articulação entre o Governo do Estado e os municípios, com o objetivo de fortalecer políticas de igualdade racial e aumentar a adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir).

Coordenado pela Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Estado da Cidadania, o Fórum contará com a participação de representantes estaduais e gestores municipais, além de cidades que já aderiram ou estão em processo de adesão ao Sinapir. O subsecretário Deividson Silva enfatiza que o espaço visa fortalecer a colaboração entre os diversos níveis de governo e movimentos sociais, criando um ambiente propício para a discussão e implementação de políticas públicas.

A instância será responsável por estabelecer estratégias que promovam e fortaleçam a política estadual de igualdade racial. Isso inclui incentivar a criação de conselhos e organismos municipais, oferecer formação continuada a gestores e equipes técnicas, e promover o intercâmbio de experiências entre as cidades. O Fórum também acompanhará as deliberações das conferências de promoção da igualdade racial em diferentes níveis, além de elaborar propostas para enfrentar o racismo institucional.

A proposta de criação do Fórum foi apresentada em um evento em 13 de maio, que reuniu lideranças de comunidades quilombolas. Na ocasião, os participantes puderam discutir demandas locais e propor soluções baseadas em suas vivências. Temas como educação, saúde, cultura e geração de renda foram abordados, destacando a necessidade de escuta ativa por parte do poder público.

Durante o evento, Grace Martins, coordenadora de Igualdade Racial de Jaraguari, ressaltou a importância da construção de políticas públicas que realmente reflitam as necessidades das comunidades. Para ela, ouvir as comunidades é essencial para garantir que as ações do governo sejam efetivas e pertinentes. Lucinéia de Jesus Domingos Gabilão, coordenadora das comunidades quilombolas, também destacou a relevância deste espaço para a construção coletiva de propostas, classificando o momento como histórico.

O FIPIR-MS terá reuniões ordinárias a cada seis meses, além da possibilidade de encontros extraordinários, que podem ser presenciais ou virtuais. O formato flexível das reuniões visa ampliar a participação dos municípios e fortalecer a presença das políticas de promoção da igualdade racial nas localidades. Com essa nova estrutura, espera-se que as vozes das comunidades quilombolas ganhem cada vez mais espaço nas decisões que impactam suas vidas.

Resumo da Notícia

O Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial de Mato Grosso do Sul (FIPIR-MS) foi instituído para criar um espaço permanente de diálogo entre o governo estadual e os municípios, visando fortalecer políticas de igualdade racial. Coordenado pela Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial, o Fórum reunirá representantes do Estado e gestores municipais, com foco na implementação de estratégias colaborativas, formação de conselhos e captação de recursos. A iniciativa também busca garantir que as vozes das comunidades quilombolas sejam ouvidas na construção de políticas públicas adequadas às suas realidades.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.