Fórum Intergovernamental em MS Avança na Igualdade Racial entre Municípios
O estado de Mato Grosso do Sul ganhou uma nova ferramenta para promover a igualdade racial com a criação do Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial (FIPIR-MS). Essa instância permanente facilitará a articulação entre o Governo do Estado e os municípios, com o objetivo de fortalecer políticas de igualdade racial e aumentar a adesão ao Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir).
Coordenado pela Subsecretaria de Políticas Públicas para a Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Estado da Cidadania, o Fórum contará com a participação de representantes estaduais e gestores municipais, além de cidades que já aderiram ou estão em processo de adesão ao Sinapir. O subsecretário Deividson Silva enfatiza que o espaço visa fortalecer a colaboração entre os diversos níveis de governo e movimentos sociais, criando um ambiente propício para a discussão e implementação de políticas públicas.
A instância será responsável por estabelecer estratégias que promovam e fortaleçam a política estadual de igualdade racial. Isso inclui incentivar a criação de conselhos e organismos municipais, oferecer formação continuada a gestores e equipes técnicas, e promover o intercâmbio de experiências entre as cidades. O Fórum também acompanhará as deliberações das conferências de promoção da igualdade racial em diferentes níveis, além de elaborar propostas para enfrentar o racismo institucional.
A proposta de criação do Fórum foi apresentada em um evento em 13 de maio, que reuniu lideranças de comunidades quilombolas. Na ocasião, os participantes puderam discutir demandas locais e propor soluções baseadas em suas vivências. Temas como educação, saúde, cultura e geração de renda foram abordados, destacando a necessidade de escuta ativa por parte do poder público.
Durante o evento, Grace Martins, coordenadora de Igualdade Racial de Jaraguari, ressaltou a importância da construção de políticas públicas que realmente reflitam as necessidades das comunidades. Para ela, ouvir as comunidades é essencial para garantir que as ações do governo sejam efetivas e pertinentes. Lucinéia de Jesus Domingos Gabilão, coordenadora das comunidades quilombolas, também destacou a relevância deste espaço para a construção coletiva de propostas, classificando o momento como histórico.
O FIPIR-MS terá reuniões ordinárias a cada seis meses, além da possibilidade de encontros extraordinários, que podem ser presenciais ou virtuais. O formato flexível das reuniões visa ampliar a participação dos municípios e fortalecer a presença das políticas de promoção da igualdade racial nas localidades. Com essa nova estrutura, espera-se que as vozes das comunidades quilombolas ganhem cada vez mais espaço nas decisões que impactam suas vidas.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.