Festival do Idoso em Campo Grande Celebra Histórias e Transformações Locais
Campo Grande viveu um momento especial com a realização da 4ª edição do Festival do Idoso no SUAS (FESTSUAS 2026), que ocorreu no Centro de Convivência do Idoso (CCI) Vovó Ziza. O evento, parte das comemorações dos 127 anos da cidade, reuniu participantes de 21 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e CCIs, destacando a importância da vivência e da troca de experiências entre os idosos.
Promovido pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Assistência Social e Cidadania (SAS), o festival apresentou estandes que expuseram maquetes, fotografias, artesanatos e objetos antigos, todos relacionados à formação e desenvolvimento dos bairros da capital. Os trabalhos foram avaliados com base em critérios como Originalidade e Criatividade, Apresentação e Organização, além da Representatividade do Território.
Durante a abertura do evento, a secretária de Assistência Social e Cidadania, Camila Nascimento, elogiou a energia e a alegria que os idosos trazem às atividades. Ela enfatizou a necessidade de ampliar a participação dos idosos nas iniciativas da rede municipal. "O idoso de 20 anos atrás não se compara ao de hoje. Vocês transmitem uma força e um aprendizado que enriquecem nossas experiências", declarou.
Gizele Motta, superintendente de Proteção Social Básica da SAS, ressaltou a importância do fortalecimento de vínculos e da convivência social. "Estamos aqui pela história de cada um de vocês. O SUAS tem o papel fundamental de promover a convivência e garantir os direitos da pessoa idosa", afirmou.
O festival também foi um espaço para ressaltar as histórias de vida dos participantes. Os estandes utilizaram objetos do cotidiano, fotografias e elementos que representaram diferentes períodos dos bairros, criando um ambiente de memórias afetivas. No estande do CCI Piratininga, por exemplo, panelas de ferro e eletrodomésticos antigos ajudaram a contar a história da região.
Francelina Conceição de Souza, de 60 anos, frequentadora do CCI Piratininga, compartilhou sua experiência de transformação personal ao participar do evento. "O CCI mudou minha vida. Eu quase não saía de casa, e agora danço e participo de tudo", disse.
No CRAS Vida Nova, foram exibidas maquetes que mostravam a evolução do bairro Nova Lima. Maria Pereira Magalhães, de 65 anos, emocionou-se ao relatar a trajetória de sua família e a mudança do local. "Meu pai foi um dos fundadores do Nova Lima. Mostrar essa evolução é como contar a nossa própria vida", destacou.
O evento também apresentou a história do CCI Elias Lahdo, que se tornou um espaço de acolhimento para os idosos do Monte Castelo. Ana Lúcia Manvailer, coordenadora do CCI, exibiu um documentário sobre as atividades ao longo dos anos, revelando a transformação do espaço.
Atualmente, a rede de proteção social do Município atende mais de 10 mil idosos anualmente, oferecendo uma variedade de atividades socioeducativas, culturais e esportivas, além de cursos de capacitação voltados para o envelhecimento ativo.
Os vencedores do festival foram anunciados nas categorias de Originalidade e Criatividade, Apresentação e Organização, e Representatividade do Território, destacando ainda mais o valor da participação e da criatividade dos idosos na construção de suas histórias e do seu lugar na sociedade.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.