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Crédito da imagem: © Tânia Rêgo/Agência Brasil

Feminicídios crescem em São Paulo com 27 casos em janeiro de 2026

Estado registra aumento de vítimas e especialistas alertam para necessidade de políticas públicas eficazes

Impacto dos feminicídios em São Paulo

O aumento dos feminicídios no estado evidencia a necessidade urgente de políticas públicas eficazes e educação de gênero para prevenir a violência contra mulheres. Essa realidade afeta diretamente a segurança e o bem-estar social, destacando a importância de ações integradas que promovam a proteção das vítimas e combatam as raízes culturais da violência.
Rio de Janeiro (RJ), 08/03/2023 - Ato denúncia em frente à Câmara Municipal, organizado pelo campanha Levante Feminista contra o Feminicídio, colocarão 210 cruzes nas escadarias do Palácio Pedro Ernesto, simbolizando cada uma das 111 mulheres assassinadas no estado em 2022 e as 99 mulheres assassinadas em 2023. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O número de vítimas de feminicídio no estado de São Paulo aumentou em janeiro deste ano, em relação ao mesmo período de 2025. Foram 27 mulheres assassinadas no mês, cinco vítimas a mais do que o número registrado em janeiro do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) no portal da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).

Em 15 ocorrências, os autores foram presos em flagrante, segundo a pasta. Nas cidades do interior paulista, foram 20 mortes no primeiro mês deste ano, com 12 prisões em flagrante. As demais vítimas foram mortas na capital e na região metropolitana.

A pesquisadora Daiane Bertasso, do Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem), da Universidade Estadual de Londrina (Uel), explica que são várias as situações que fazem com que o ciclo de violência contra as mulheres seja negligenciado e, então, o crime de feminicídio aconteça.

“O feminicídio não é um crime inesperado. É um crime que resulta de relações familiares e íntimas. E ele se dá depois de um ciclo de violências de vários tipos. A própria Lei Maria da Penha, que tipifica vários tipos de violência - psicológica, emocional, patrimonial - ela explica o quanto esse ciclo de violência vai se agravando”, disse.

A pesquisadora acrescenta que o machismo, a misoginia e uma sociedade voltada para os valores masculinos contribuem para que as pessoas ignorem os sinais de violência que precedem os feminicídios.

“Muitas vezes a mulher se sente intimidada, envergonhada, não socializa isso com a família. Quando ela socializa, muitas vezes, a família diz que é [apenas] um momento, uma fase”, relatou.

Além disso, casos recentes de feminicídio que tiveram destaque na imprensa recentemente demonstram que, mesmo mulheres com medida protetiva contra seus agressores, não receberam efetivamente a proteção do Estado e acabaram mortas por eles.

“Seria importante a gente ter políticas públicas mais eficazes e que essas mulheres possam se sentir de fato acolhidas”, disse Bertasso.

A masculinidade tóxica é mais um elemento que gera violência contra as mulheres no país. “A gente tem uma linha de pesquisa que estuda a machosfera, e a gente tem percebido que essas redes têm fortalecido muito esses ideais [machistas e misóginos]. E isso, infelizmente, está formando jovens e crianças com esse pensamento.”

“Precisaria ter uma educação voltada para relações de gênero nas escolas como obrigatório, para evitar que essas crianças e jovens sejam cooptados por esse espaço digital que não tem muito controle”, avaliou.

<<Ferramentas jurídicas são fundamentais para reduzir feminicídios

Recorde de feminicídios

O Brasil atingiu número recorde de 1.518 vítimas de feminicídios em 2025, segundo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o que representa quatro mortes por dia. No ano anterior, em 2024, o país já havia atingido recorde, com 1.458 vítimas. 

Em 2025, o estado de São Paulo também registrou o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, em 2018. Em todo o ano, as vítimas chegaram a 270, o que representa um aumento de 6,7% em relação a 2024, quando o número chegou a 253. Os dados estão disponíveis no site da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP). 

Resumo da Notícia

Em janeiro de 2026, o estado de São Paulo registrou 27 feminicídios, número superior ao do mesmo mês do ano anterior, com destaque para o interior paulista. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, em mais da metade dos casos os agressores foram presos em flagrante. Pesquisadores apontam que o feminicídio é resultado de um ciclo de violência, alimentado por machismo e falta de apoio adequado às vítimas. A urgência de políticas públicas mais efetivas e a inclusão da educação de gênero nas escolas são enfatizadas para combater a masculinidade tóxica e prevenir futuros casos. Em 2025, São Paulo teve seu maior registro anual de feminicídios desde 2018, refletindo um cenário preocupante que demanda ações integradas para proteção das mulheres.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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