Faturamento da indústria cresce 2,3% em janeiro, mas queda anual persiste

Indústria brasileira registra leve recuperação mensal em faturamento e emprego, mas desempenho anual ainda é negativo

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Faturamento da indústria cresce 2,3% em janeiro, mas queda anual persiste
Crédito da imagem: © CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

Recuperação gradual da indústria

O crescimento no faturamento e na massa salarial indica uma retomada inicial da indústria, importante para a geração de empregos e renda. No entanto, desafios como juros altos e demanda fraca limitam o avanço pleno do setor, afetando a produção e o consumo. A redução futura da taxa de juros pode estimular investimentos e ampliar a atividade industrial, influenciando positivamente a economia e o mercado de trabalho.
Montagem da Unidade experimental de produção de biodiesel da NUTEC.
Fortaleza (CE) 16.08.2006,indústrias; fábricas,  produção de biodiesel da NUTEC
© CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservados

Pressionada pelos juros altos e pela desaceleração da economia, a indústria de transformação brasileira faturou 2,3% a mais em janeiro de 2026 na comparação com dezembro de 2025.

Os números foram divulgados nesta segunda-feira (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que publicou a pesquisa Indicadores Industriais.

Apesar do avanço mensal, o resultado não foi suficiente para reverter o quadro negativo do setor. Na comparação com janeiro do ano passado, o faturamento registrou queda de 9,7%.

Outros indicadores da atividade industrial apresentaram comportamento semelhante. As horas trabalhadas na produção aumentaram 0,5% entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, mas continuam em trajetória de queda iniciada no segundo semestre do ano passado. Em relação a janeiro de 2025, o indicador recuou 2,6%.

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O emprego na indústria de transformação também registrou leve recuperação no início do ano. O número de trabalhadores aumentou 0,5% em janeiro, interrompendo uma sequência de quatro meses consecutivos de retração. Mesmo assim, o nível de emprego permanece 0,2% abaixo do observado no mesmo mês de 2025.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) permaneceu praticamente estável, com leve crescimento de 0,2 ponto percentual. O indicador passou de 77,4% em dezembro de 2025 para 77,6% em janeiro de 2026, nível ainda 1 ponto percentual inferior ao registrado em janeiro do ano passado.

Em nota, a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, destacou que os fatores que levaram ao enfraquecimento da indústria ao longo de 2025, como os juros e o crescimento menor da demanda, continuam limitando a recuperação do setor.

“Os elementos que levaram ao desaquecimento da indústria de transformação em 2025 permanecem penalizando o setor, que são, sobretudo, os juros elevados, o alto custo do crédito e a desaceleração da demanda, além da forte entrada de bens de consumo importados”, afirma.

A entidade também avalia que a eventual redução da taxa básica de juros deve ter efeito limitado no curto prazo. No comunicado, a CNI informou que espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) inicie o ciclo de corte dos juros na reunião deste mês.

“No entanto, o patamar da Selic ainda vai continuar bastante elevado, restringindo a atividade econômica, especialmente da indústria de transformação”, acrescentou Nocko na nota.

Massa salarial e rendimento

Entre os indicadores ligados ao mercado de trabalho, a massa salarial real da indústria avançou 1% em janeiro frente a dezembro, indicando início de recuperação após desempenho predominantemente negativo na segunda metade de 2025. Na comparação com janeiro do ano passado, houve alta de 0,4%.

No entanto, o rendimento médio real dos trabalhadores da indústria de transformação ficou praticamente estável na passagem de dezembro para janeiro, com leve variação negativa de 0,1%. Em relação a janeiro de 2025, o rendimento médio apresentou crescimento de 0,7%.

Resumo da notícia
Em janeiro de 2026, a indústria de transformação do Brasil apresentou um aumento de 2,3% no faturamento em comparação a dezembro de 2025, mostrando sinais de recuperação no início do ano. Apesar desse avanço mensal, o setor enfrenta uma queda de 9,7% no faturamento em relação a janeiro do ano anterior. Outros indicadores, como as horas trabalhadas e o emprego, também tiveram ligeira melhora, mas permanecem abaixo dos níveis de 2025. A utilização da capacidade instalada manteve-se praticamente estável, demonstrando que a produção ainda não alcançou seu potencial máximo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que fatores como juros elevados, alto custo do crédito e demanda reduzida continuam limitando a retomada do setor. A expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) comece a reduzir a taxa básica de juros, mas o impacto deverá ser moderado no curto prazo. Além disso, a massa salarial real da indústria mostrou leve crescimento, indicando um início de recuperação no mercado de trabalho industrial.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.