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Crédito da imagem: © Valter Campanato/Agência Brasil

Familiares de Marielle esperam justiça no julgamento dos mandantes

Viúva e parentes acompanham julgamento no STF que pode responsabilizar os envolvidos no assassinato de Marielle e Anderson

Implicações do Julgamento Marielle

Este julgamento representa um passo crucial no enfrentamento da violência política e da impunidade no Brasil. A decisão do STF pode fortalecer a responsabilização de agentes públicos e privados envolvidos em crimes complexos, impactando a confiança da população nas instituições e incentivando reformas para prevenir abusos. Para as famílias e a sociedade, o processo simboliza a busca por justiça e a necessidade de transparência e rigor no combate às conexões entre poder, segurança e criminalidade.
Brasília (DF), 24/02/2026 – Familiares posam para foto antes do Inicio do julgamento no STF dos mandantes do assassinato da ex-vereadora, Marielle Franco.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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Mônica Benício, viúva da vereadora assassinada Marielle Franco, disse hoje (24) que só haverá justiça plena no caso, quando a estrutura que possibilitou o crime for totalmente desmantelada. “O caso da Marielle é emblemático, porque mostra para gente uma estrutura que se relaciona intimamente com o mundo obscuro entre a política, a polícia e o crime organizado no nosso país”, reforçou Mônica na entrada do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta terça-feira (24), ao chegar para o julgamento do assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes.

Mônica, os pais, irmã e a filha de Marielle Franco, Luyara Franco Santos, chegaram à Suprema Corte, em Brasília, acompanhados da viúva do motorista Anderson Gomes, Agatha Reis. Eles assistirão juntos ao julgamento dos mandantes do assassinato ocorrido em 2018, no Rio de Janeiro.

A Primeira Turma do STF julgará os réus Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ); Chiquinho Brazão, ex-deputado federal e irmão de Domingos; Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro; Ronald Alves de Paula, major da Policia Militar; e o ex-policial militar Robson Calixto, assessor de Domingos. Todos estão presos preventivamente por suspeita de participação no crime.

O esperado é que a votação para decidir pela condenação ou absolvição dos acusados dure até esta quarta-feira (25), devendo seguir o rito padrão para todos os julgamentos que ocorrem no Colegiado.

Para a viúva do motorista Anderson Gomes, o Brasil tem a obrigação de mostrar que o Estado alcança quem também ordena crimes.


“Justiça não é um sentimento, é um processo, ela precisa ser concreta. Oito anos é praticamente a vida inteira do nosso filho. Ele já está há mais tempo sem o Anderson do que com o Anderson. É tempo demais para quem espera por resposta”, diz Agatha Reis.


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Emocionada, a filha de Marielle considerou o início do julgamento um marco para o Brasil, mas lembrou que o Estado Brasileiro ainda deve uma resposta à sociedade e a democracia.

 

“A justiça plena, para minha mãe e para o Anderson, passa pela responsabilização, passa pela não repetição e pela reparação para nossas famílias. Então, hoje é um dia muito difícil, é o dia que a gente sonha. E sonhava acontecer nesses últimos oito anos”, destacou Luyara.

 

A expectativa pela condenação dos mandantes foi declarada por todos os familiares das vítimas à imprensa. A mãe da vereadora, Marinete da Silva, diz que a presença de familiares e amigos é para mostrar que todos lutarão até o fim por Justiça. “Vamos estar aqui para mostrar a importância do julgamento desses homens que jamais imaginávamos que, um dia, seriam julgados. [E isso] por várias questões: pelas posições que ocupam, por posições sociais, além de financeiras.”

O pai de Marielle, Antônio da Silva Neto, diz confiar cegamente na decisão da Primeira Turma do STF pela condenação dos réus. “Todos os cinco não deram nenhuma chance de defesa para Marielle e Anderson, mas hoje eles estão com uma banca de advogados de defesa para que não sejam condenados pelo o que fizeram”, disse. "[Mas], são juízes com um grande saber jurídico e não vão se deixar levar por falácias”, acrescentou.

Resumo da Notícia

Nesta terça-feira, familiares de Marielle Franco e Anderson Gomes estiveram no Supremo Tribunal Federal para acompanhar o início do julgamento dos acusados de envolvimento no assassinato ocorrido em 2018 no Rio de Janeiro. A viúva de Marielle, Mônica Benício, ressaltou que a justiça plena só será alcançada com o desmantelamento completo da estrutura que permitiu o crime, envolvendo relações entre política, polícia e crime organizado. Agatha Reis, viúva de Anderson, enfatizou a necessidade de uma justiça concreta e a importância de o Estado punir quem ordena crimes. A filha de Marielle, Luyara, considerou o julgamento um marco, mas lembrou que ainda há uma dívida do Estado com a sociedade e as famílias das vítimas. Os réus, incluindo ex-políticos e policiais, estão presos preventivamente e são julgados pela Primeira Turma do STF, cuja decisão pode sair até esta quarta-feira. Os parentes das vítimas afirmam que continuarão lutando por justiça e responsabilização dos envolvidos.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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