Política Brasil
Crédito da imagem: © Agência Brasil

Fachin solicita indicações para comissão sobre penduricalhos no STF

Presidente do STF convoca Congresso e governo para compor grupo que vai regulamentar pagamentos extras a servidores públicos

Regulação dos Penduricalhos Públicos

A criação de uma comissão para regularizar os pagamentos acima do teto salarial visa garantir maior transparência e controle nos gastos públicos. Essa medida pode impactar diretamente a remuneração de servidores, promovendo equilíbrio fiscal e respeito aos limites constitucionais, além de evitar práticas irregulares que oneram os cofres públicos e afetam a confiança da sociedade nas instituições.
Brasília, DF 02/02/2026 - O presidente do STF,  Edson Fachin, participa da sessão de reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
© Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, solicitou nesta quinta-feira (26) que o Congresso e o governo federal indiquem representantes para a comissão que foi criada para propor um regime de transição para o pagamento dos chamados penduricalhos.

Na terça-feira (24), o Supremo e a cúpula do Congresso deram o primeiro passo para regulamentar o pagamento dos penduricalhos e decidiram fechar um acordo para a criação de regras de transição para as verbas extrateto. A proposta deve ser fechada em até 30 dias.

Fachin enviou ofícios para os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, além dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, da Casa Civil, Rui Costa, e a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.

A tendência é que o acordo seja votado pelo Supremo no dia 25 de março, quando a Corte vai retomar o julgamento as decisões que suspenderam o pagamento de penduricalhos nos Três Poderes, benefícios que são concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, não cumprem o teto remuneratório constitucional de R$ 46,3 mil.

Na sessão desta quinta-feira (26), o julgamento do caso foi iniciado, mas os ministros decidiram adiar a votação para analisar a complexidade do tema. 

No dia 5 de fevereiro, Dino determinou a suspensão dos penduricalhos que não estão previstos em lei. A decisão deve aplicada pelos poderes Judiciário, Legislativo e Executivo, nas esferas federal, estadual e municipal, que terão prazo de 60 dias para revisar e suspender pagamento dessas verbas indenizatórias que não respeitam o teto.

Gilmar Mendes também suspendeu os pagamentos a juízes e membros do Ministério Público.

Resumo da Notícia

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, requisitou ao Congresso Nacional e ao governo federal a indicação de representantes para integrar uma comissão responsável por elaborar um regime de transição referente ao pagamento dos chamados penduricalhos, benefícios adicionais concedidos a servidores que ultrapassam o teto constitucional. O grupo terá até 30 dias para apresentar uma proposta que busca regularizar essas verbas extrateto. A iniciativa ocorre após decisões que suspenderam esses pagamentos nos Três Poderes, visando garantir o cumprimento do teto remuneratório de R$ 46,3 mil. A regulamentação deverá ser votada pelo STF em março, após análise detalhada da complexidade do tema. A medida também envolve revisão e suspensão dos pagamentos irregulares em todas as esferas do poder público, conforme determinação judicial recente.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

Notícias por município