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Crédito da imagem: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

Fachin rebate críticas dos EUA sobre liberdade de expressão no Brasil

Presidente do STF defende medidas contra conteúdos ilegais em plataforma digitais e destaca proteção à democracia

Liberdade e segurança digital

A declaração reforça a importância de equilibrar a liberdade de expressão com a proteção contra crimes digitais que ameaçam a democracia. Medidas judiciais para combater conteúdos ilegais nas redes sociais têm impacto direto na segurança institucional e na garantia dos direitos fundamentais da população.
Brasília (DF), 02/02/2026 - O presidente do STF, Edson Fachin, durante a abertura do Ano Judiciário de 2026 do Supremo Tribunal Federal (STF). Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, rebateu as acusações de censura contra plataformas digitais que constam em um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos, divulgado nesta quinta-feira (2).

Produzido por parlamentares que apoiam o presidente Donald Trump, o relatório diz que o ministro Alexandre de Moraes cometeu atos de censura à liberdade de expressão nos Estados Unidos ao determinar medidas de suspensão de perfis de brasileiros que moram naquele país e são acusados de promover ataques virtuais às instituições brasileiras.

Em nota oficial, Fachin disse que o relatório tem “caracterizações distorcidas” sobre a natureza e alcance de decisões específicas da Corte.

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O presidente afirmou que o ordenamento jurídico brasileiro protege a liberdade de expressão, mas o direito não é absoluto.

“Entende-se que, em determinados casos, a liberdade de expressão pode excepcionalmente sofrer limitações pontuais, em particular quando estas sejam necessárias à preservação da eficácia de outro direito fundamental. Do mesmo modo, não se pode alegar o direito à liberdade de expressão para o cometimento de crimes tipificados em lei”, disse o presidente do STF.

Fachin também ressaltou que as determinações de Moraes para retirada de conteúdo ilegal foram tomadas em investigações sobre milícias digitais acusadas de cometer crimes contra a democracia e de tentativa de golpe de Estado no país.

“A ordem instituída pela Constituição Federal de 1988, como interpretada pelo STF, eleva a liberdade de expressão à condição de direito preferencial no universo dos direitos fundamentais. Outros direitos prevalecem sobre ela apenas em caráter excepcional, com base na lei, mormente em hipóteses em que se invoque a liberdade de expressão para o cometimento de crimes devidamente tipificados”, completou o presidente.

Resumo da Notícia

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, contestou um relatório do Comitê Judiciário da Câmara dos EUA que acusa o ministro Alexandre de Moraes de censura digital. Fachin afirmou que as decisões do STF respeitam a liberdade de expressão, mas ressaltou que esse direito não é absoluto e pode ser limitado para proteger outros direitos fundamentais. As medidas tomadas por Moraes visam combater milícias digitais envolvidas em crimes contra a democracia e tentativas de golpe de Estado. Segundo Fachin, a Constituição brasileira privilegia a liberdade de expressão, mas não permite seu uso para a prática de crimes previstos em lei, garantindo assim o equilíbrio entre direitos e a segurança institucional.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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