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Crédito da imagem: © José Cruz/Agência Brasil

Ex-governador do DF não comparece à CPMI do Crime Organizado

Ibaneis Rocha foi autorizado pelo STF a não depor sobre negociação do BRB com Banco Master na CPMI

Implicações da ausência de Ibaneis Rocha

A não participação do ex-governador em uma audiência crucial evidencia os desafios enfrentados pelas instituições no combate a suspeitas de irregularidades financeiras envolvendo autoridades. Essa situação reforça a importância de mecanismos que garantam transparência e responsabilização, impactando diretamente a confiança pública nas investigações e na aplicação da lei.
Brasília (DF), 07.08.2024 - Governador do DF Ibaneis Rocha durante evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) da 18ª edição da Jornada Lei Maria da Penha. Foto: José Cruz/Agência Brasil
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O ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha não compareceu para depor, nesta terça-feira (7), à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado. Ele já não havia comparecido, como convidado, a duas outras reuniões. Em reação, o colegiado aprovou a convocação.

Ibaneis foi convocado no último dia 31, por meio de requerimento do relator da CPMI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), mas recebeu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para não comparecer à reunião. A decisão foi publicada na última quinta-feira (2).

O ex-governador falaria sobre as negociações do banco estatal do Distrito Federal, o BRB, para a compra do Banco Master. O negócio foi impedido pelo Banco Central que, em seguida, liquidou o Master e encaminhou as suspeitas de fraudes no sistema financeiro à Polícia Federal.

Na abertura dos trabalhos, o presidente da CPMI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), criticou a forma como o STF vem se manifestando com relação aos trabalhos da CPMI.

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“Todos somos iguais perante a lei, independentemente de raça, cor, etnia, religião, origem, orientação sexual. Só que, no Brasil, uns são mais iguais que outros”.

“Quando é para agir de forma contundente contra pobre e preto, vale tudo. As leis funcionam, o Código de Processo Penal funciona, o Código Penal funciona, a Lei de Execução Penal funciona. Às vezes, no pobre, nem à segunda instância vai. É transitado e julgado em primeira instância.’

“Agora, quando a gente tenta fazer a apuração de qualquer conduta que envolva crimes de colarinho branco, crimes de sonegação fiscal, crimes contra a ordem tributária, crimes de sonegação fiscal, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, crimes envolvendo agentes políticos, crimes envolvendo outros agentes de outros poderes, temos decisões.”

Em sua fala, Contarato citou que vai se “curvar” à decisão judicial, “porque decisão judicial não se discute, se cumpre”, mas que a advocacia do Senado está recorrendo de todas as decisões que, na avaliação dele, vêm inviabilizando os trabalhos da comissão. “É essa a palavra que a população tem que saber”.

“A população tem que entender que a CPMI está tentando, e tentando com toda a isenção e responsabilidade, tanto da parte do relator quanto da minha parte, enquanto presidente, que a gente apure. Ninguém está acima da lei”, disse, ao avaliar as decisões judiciais como “não razoáveis”.

“A gente aprova, numa CPMI, oitiva de testemunha e o Supremo vem e fala que a testemunha não é obrigada a comparecer. Convocação? Não é obrigada a comparecer. Transferência de sigilo? Não é obrigado. Ora, então não quer que se apure? Por que não quer que se apure? Isso que tem que ser questionado. Quem nada deve, nada teme.”

*Com informações da Agência Senado.

Resumo da Notícia

O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não compareceu à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Crime Organizado para prestar depoimento sobre a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, negócio barrado pelo Banco Central devido a suspeitas de fraude. Embora convocado pela comissão, Ibaneis recebeu autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para faltar à audiência, o que gerou críticas do presidente da CPMI, senador Fabiano Contarato. Ele ressaltou as dificuldades enfrentadas pela comissão para avançar nas investigações, citando decisões judiciais que, segundo ele, dificultam a apuração de crimes envolvendo agentes políticos e financeiros de alto escalão. Contarato enfatizou a importância da transparência e da igualdade diante da lei, defendendo os esforços da CPMI para esclarecer os fatos e reforçando que ninguém está acima da legislação.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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