Ex-deputado Ramagem presta depoimento ao STF por videoconferência nos EUA

Foragido nos Estados Unidos, Ramagem nega uso ilegal da Abin enquanto reafirma versões no processo da trama golpista

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Impactos da fuga de Ramagem

A evasão de Alexandre Ramagem para o exterior evidencia desafios na execução das decisões judiciais e na fiscalização de autoridades condenadas, afetando a percepção sobre a eficácia do sistema de justiça. Essa situação reforça a necessidade de mecanismos mais rigorosos para evitar a impunidade e garantir a responsabilização de agentes públicos envolvidos em crimes contra a ordem democrática, com reflexos diretos na confiança da população nas instituições.

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, que está foragido nos Estados Unidos, prestou depoimento, por videoconferência, ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (5).

Ramagem foi ouvido na parte ação penal da trama golpista que estava suspensa e voltou a tramitar após ele perder o mandato em função da condenação a 21 anos de prisão. 

Durante o depoimento, o ex-deputado reafirmou depoimento prestado ao longo da tramitação do processo principal e negou o uso ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Ex-diretor da Abin, Ramagem já foi condenado a 21 anos de prisão pelos crimes de crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

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Em função do mandato parlamentar, Ramagem teve parte das acusações suspensas. O benefício foi aplicado para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, ambos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

A suspensão está prevista na Constituição. Enquanto tinha mandato de deputado, Ramagem não respondeu a crimes ocorridos depois da diplomação, ocorrida em dezembro de 2022.

Com a perda do mandato, o ex-diretor da Abin voltou a responder aos crimes e pode ser condenado novamente.

Fuga

Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem fugiu do país para evitar o cumprimento da pena.

Durante a investigação sobre a trama golpista, ele foi proibido pelo STF de sair do país. Segundo a Polícia Federal, Ramagem fugiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido. 

No final do ano passado, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a cassação do mandato de Ramagem. A Constituição determina que a Casa declare a perda do mandato de parlamentar em função de condenação criminal.  

Resumo da notícia
Alexandre Ramagem, ex-deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi ouvido por videoconferência pelo Supremo Tribunal Federal (STF) enquanto está foragido nos Estados Unidos. Condenado a 21 anos de prisão por crimes relacionados à organização criminosa armada e tentativa de golpe contra o Estado Democrático de Direito, Ramagem teve parte das acusações suspensas durante seu mandato parlamentar, mas voltou a responder aos processos após a cassação do mandato. Ele negou veementemente o uso ilegal da Abin para monitorar adversários políticos e reafirmou depoimentos anteriores. Ramagem fugiu do Brasil em setembro, utilizando um passaporte diplomático e cruzando a fronteira com a Guiana, após o STF proibir sua saída do país. A Câmara dos Deputados oficializou sua cassação no fim do ano passado, conforme determina a Constituição diante de condenações criminais de parlamentares.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.