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EUA suspendem ataques a usinas do Irã em meio a tensão crescente

Trump adia ações militares contra infraestrutura iraniana após diálogos e ameaças de retaliação

Tensão e negociações no Oriente Médio

A suspensão temporária dos ataques às usinas iranianas reflete uma tentativa de evitar uma escalada militar que pode afetar a estabilidade regional e a segurança energética global. A possibilidade de retaliações entre os países envolvidos destaca os riscos para infraestruturas civis essenciais, impactando diretamente a população e a economia local, além de influenciar o mercado internacional de energia e a geopolítica global.
Presidente dos EUA Donald Trump
 11/3/2026    REUTERS/Kevin Lamarque
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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23) que mandou suspender os ataques à infraestrutura energética do Irã por cinco dias. Acrescentou que conversas “muito boas e produtivas” teriam ocorrido com o governo iraniano “a respeito de uma resolução completa e total das hostilidades no Oriente Médio”.

“Com base no teor e no tom dessas conversas aprofundadas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento”, informou o presidente estadunidense em rede social.

Uma fonte iraniana informou à agência estatal de notícias Press TV, do Irã, que não houve contato – direto ou indireto – com Trump, acrescentando que o presidente dos EUA teria recuado após ser avisado de que o Irã retaliaria com ataques a usinas de energia de toda a Ásia Ocidental.

No último sábado (21), Trump deu um ultimato para o Irã abrir o Estreito de Ormuz em até 48 horas, caso contrário, os EUA atacariam “suas diversas usinas elétricas, começando pela maior”. Isso apesar de ataques à infraestrutura civil serem proibidos pelo direito internacional. As redes elétricas são consideradas infraestrutura civil.

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O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã emitiu comunicado nesse domingo (22) destacando que, até agora, os EUA e Israel atacaram cinco instalações de infraestrutura hídrica, incluindo a usina de dessalinização da Ilha de Qeshm.

"Vocês atacaram nossos hospitais. Nós não revidamos. Vocês atacaram nossos centros de assistência. Não revidamos. Atacaram nossas escolas. Não revidamos", diz o informe.

Por outro lado, a Guarda Revolucionário do Irã, braço das Forças Armadas iranianas, afirmou que, caso os EUA ataquem a cadeia de suprimentos de eletricidade, também atacará a cadeia de suprimentos de eletricidade norte-americana.

A Guarda iraniana destacou que todas as empresas de energia na região que possuem acionistas dos EUA seriam destruídas.  "As centrais elétricas dos países da região que abrigam bases americanas serão alvos legítimos para nós".

"Estamos determinados a responder a todas as ameaças no mesmo nível que criaria dissuasão no equilíbrio, e cumpriremos essa missão. Os Estados Unidos não conhecem nossas capacidades; eles as testemunharão no campo de batalha", completou a IRGC.

 

Resumo da Notícia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão por cinco dias dos ataques às usinas de energia do Irã, motivado por conversas consideradas produtivas com o governo iraniano, visando a resolução dos conflitos na região do Oriente Médio. Enquanto isso, o Irã nega contatos diretos com os EUA, afirmando que a decisão norte-americana resultou das ameaças de retaliação a instalações energéticas em toda a Ásia Ocidental. A Guarda Revolucionária do Irã advertiu que, caso os EUA ataquem sua infraestrutura elétrica, responderá atacando instalações energéticas americanas e de aliados na região. O cenário permanece tenso, com a possibilidade de escalada militar caso as negociações não avancem, especialmente após ultimatos e conflitos anteriores que atingiram infraestrutura civil, proibida pelo direito internacional.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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