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Crédito da imagem: © Foto: White House

EUA lideram coalizão militar com 12 países da América Latina contra cartéis

Nova aliança busca combater o tráfico e conter influências estrangeiras na região, sem participação do México.

Nova aliança militar hemisférica

A criação da coalizão 'Escudo das Américas' representa um esforço coordenado para combater o crime organizado e limitar influências estrangeiras na região, o que pode impactar a segurança e a estabilidade dos países envolvidos. Essa iniciativa tende a fortalecer as capacidades militares locais, influenciando as dinâmicas geopolíticas e econômicas, além de provocar debates sobre soberania e cooperação internacional na América Latina.
EUA - 08/-3/2026 -  O presidente Donald J. Trump com líderes de toda a América Latina na Cúpula Escudo das Américas.. Foto: White House
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O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, recebeu nesse sábado (7), em Miami, presidentes de 12 países latino-americanos para formalizar a criação de uma coalizão militar chamada "Escudo das Américas".  

O objetivo seria o de combater os cartéis de drogas na região, além de afastar do continente os “adversários” de Washington “de fora do Hemisfério”, em uma referência indireta a concorrentes como China e Rússia.  

"Neste dia histórico, nos reunimos para anunciar uma nova coalizão militar para erradicar os cartéis criminosos que assolam nossa região", disse Trump.

 O presidente estadunidense comparou a novo acordo ao trabalho dos EUA no Oriente Médio.  

"Assim como formamos uma coalizão para erradicar o ISIS [grupo considerado terrorista] no Oriente Médio, devemos agora fazer o mesmo para erradicar os cartéis em nossos países", completou.  

Estavam presentes os presidentes de Argentina, El Salvador, Paraguai, Equador, Panamá, Honduras, Guiana, Bolívia, Trinidad e Tobago, Costa Rica, República Dominicana e Chile. A cerimônia não transmitiu falas dos presidentes latino-americanos.  

Na semana passada, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ameaçou “agir sozinho” nos países latino-americanos “se necessário”, para supostamente combater cartéis, o que violaria a soberania nas nações da região sob o próprio território.   

A Casa Branca publicou, também nesse sábado, uma proclamação do presidente Trump sobre a Coalização das Américas contra os Cartéis.   

"Os Estados Unidos treinarão e mobilizarão os militares das nações parceiras para alcançar a força de combate mais eficaz necessária para desmantelar os cartéis”, diz o documento.  

Além das organizações ligadas ao comércio de drogas, o documento cita o combate à influência de potências estrangeiras de fora do hemisfério, o que tem sido interpretado como parte da guerra comercial dos EUA contra a China.  

“Os Estados Unidos e os seus aliados devem manter as ameaças externas afastadas, incluindo as influências estrangeiras malignas provenientes de fora do Hemisfério Ocidental”, diz o documento oficial.  

Segurança dos EUA 

Para fazer a interlocução com os 12 países latino-americanos, o governo de Donald Trump nomeou a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, responsável pelas fronteiras do país norte-americano.  

Segundo argumentou Noem, como as fronteiras dos EUA já estariam seguras, o governo Trump espera se concentrar na segurança dos “vizinhos” no combate aos cartéis e à influência “estrangeira”.  

“Vamos combater e reverter essas influências estrangeiras nocivas que se infiltraram em muitos de nossos negócios, nossas tecnologias e que vimos se infiltrar em diferentes áreas do nosso modo de vida”, disse Noem. 

México  

Durante o lançamento da coalizão, o presidente Trump citou o México, que não participou do acordo militar liderado pelos EUA. Ele disse que “tudo entra pelo México”, que, segundo Trump, estariam “controlado” pelos cartéis.  

“Não podemos permitir isso. Muito perto de nós”, disse, acrescentando que “gosta muito” da presidente mexicana. “Eu disse [ao México]: deixe-me erradicar os cartéis”, comentou Trump. 

A presidenta do México, Cláudia Sheinbaum, vem defendendo que o combate às drogas, em parceria com Washington, deve ser feito com “coordenação e sem subordinação, como iguais”, e tem rejeitado operações militares dos EUA dentro do território mexicano por questão de soberania.  

Venezuela e Cuba 

O mandatário estadunidense ainda elogiou o governo da chavista Delcy Rodríguez, na Venezuela, dizendo que eles estão conseguindo “trabalhar juntos” com Caracas, e voltou a ameaçar Cuba.  

“À medida que alcançamos uma transformação histórica na Venezuela, também aguardamos com expectativa a grande mudança que em breve chegará a Cuba. Cuba está no fim da linha”, completou. 

Resumo da Notícia

Em Miami, os Estados Unidos formalizaram a criação da coalizão militar 'Escudo das Américas', reunindo 12 nações latino-americanas para enfrentar os cartéis de drogas e conter influências externas, como as da China e Rússia. O presidente Donald Trump destacou a importância de uma ação conjunta semelhante à campanha contra o ISIS no Oriente Médio. A coalizão visa fortalecer os exércitos locais para desmantelar as organizações criminosas, com supervisão da secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem. México, apesar de ser citado por Trump como rota principal para o tráfico, não integra o grupo, devido a divergências sobre soberania e estratégias. A iniciativa também aponta para a redução da influência de Cuba e Venezuela na região, com declarações do presidente americano sobre mudanças esperadas nesses países. O acordo sinaliza uma intensificação do envolvimento militar dos EUA na América Latina em nome da segurança hemisférica.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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