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Estados Unidos reduzem tarifas para 46% das exportações brasileiras

Nova política tarifária favorece setores como aeronaves, máquinas e produtos agropecuários no mercado norte-americano

Impacto das novas tarifas EUA-Brasil

A redução das tarifas sobre exportações brasileiras para os Estados Unidos pode fortalecer a presença de produtos nacionais em um dos maiores mercados globais, favorecendo setores estratégicos e gerando maior competitividade. Essa medida tem potencial para impulsionar a economia brasileira, aumentar receitas do comércio exterior e estimular a geração de empregos, refletindo positivamente no desenvolvimento industrial e agropecuário do país.
Bulk Carrier 'Discoverer' unloads U.S. soybeans at the port of Paranagua, Brazil, December 3, 2020. Picture taken December 3, 2020. REUTERS/Rodolfo Buhrer
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O novo regime tarifário dos Estados Unidos deve poupar 46% dos produtos brasileiros exportados ao país, informou nesta terça-feira (24) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Entre os itens beneficiados estão as aeronaves, que passam a ter alíquota zero para ingresso no mercado estadunidense.

As mudanças ocorrem após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as chamadas tarifas recíprocas impostas pelo governo do presidente Donald Trump com base em legislação de emergência nacional.

Em nota, o ministério informou que, com a nova ordem executiva publicada em 20 de fevereiro, cerca de 46% das exportações brasileiras aos EUA (US$ 17,5 bilhões) ficam sem qualquer sobretaxa adicional.

Outros 25% (US$ 9,3 bilhões) passam a estar sujeitos à tarifa global de 10%. Aplicado com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, o percentual pode subir para 15% conforme o governo estadunidense.

Já 29% das exportações (US$ 10,9 bilhões) continuam submetidas às tarifas setoriais previstas na chamada Seção 232, mecanismo aplicado de forma linear a diversos países com base em argumentos de segurança nacional, como no caso de aço e alumínio.

Antes das alterações, aproximadamente 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a sobretaxas de até 40% ou 50%.

Aeronaves

Uma das principais mudanças é a exclusão das aeronaves da incidência das novas tarifas. O produto passa a ter alíquota zero, contra tributação anterior de 10%.

Segundo o Mdic, as aeronaves foram o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e conteúdo tecnológico.

Setores beneficiados

Além das aeronaves, o ministério avalia que o novo regime amplia a competitividade de diversos segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano.

Entre os setores beneficiados estão:

Máquinas e equipamentos;

Calçados;

Móveis;

Confecções;

Madeira;

Produtos químicos;

Rochas ornamentais.

Esses produtos deixam de enfrentar tarifas de até 50% e passam a competir sob alíquota isonômica (igual para todos os países) de 10%, ou eventualmente 15%.

No setor agropecuário, pescados, mel, tabaco e café solúvel também saem da alíquota de 50% para a tarifa geral de 10% (ou eventuais 15%).

Comércio bilateral

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 82,8 bilhões, alta de 2,2% sobre 2024. As exportações brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 45,1 bilhões, gerando déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil.

O Mdic ressalta que os dados foram estimados com base nas exportações para os Estados Unidos no ano passado. Segundo a pasta, os cálculos podem sofrer variações conforme critérios técnicos de classificação tarifária e destinação específica dos produtos.

Exportações brasileiras aos EUA (2025)

 Categoria  bilhões   participação
 Sem sobretaxas  17,496  46%
 Sujeitos à tarifa de 10% (ou 15%) – Seção 122   9,248  25%
 Sujeitos a tarifas setoriais (10% a 50%) – Seção 232   10,938  29%
 Total geral   37,682  100%

Fonte: Mdic

 

Resumo da Notícia

O governo dos Estados Unidos anunciou um novo regime tarifário que isenta 46% das exportações brasileiras de sobretaxas adicionais, beneficiando especialmente setores como aeronaves, máquinas, calçados, móveis e produtos agropecuários. A medida, decorrente de decisão da Suprema Corte americana, reduz tarifas que antes chegavam a até 50%, passando a aplicar uma alíquota padrão de 10% ou, em alguns casos, 15%. Com essa mudança, exportações de alto valor agregado e tecnologicamente avançadas, como aeronaves, ganham maior competitividade no mercado dos EUA. O comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos atingiu US$ 82,8 bilhões em 2025, com destaque para o crescimento das exportações brasileiras, que alcançaram US$ 37,7 bilhões, apesar do déficit comercial. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços destaca que as alterações tarifárias podem impactar positivamente diversos setores, promovendo maior equilíbrio e oportunidades para a indústria brasileira no mercado norte-americano.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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