Empresas devem enviar dados salariais por gênero até este sábado

Prazo final para empresas com mais de 100 funcionários enviarem informações sobre igualdade salarial termina em 28 de fevereiro

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Empresas devem enviar dados salariais por gênero até este sábado
Crédito da imagem: © CNI/Miguel Ângelo/Direitos reservados

Transparência Salarial e Igualdade

A exigência de envio de dados sobre salários por gênero fortalece o combate às disparidades salariais entre homens e mulheres, promovendo maior transparência nas empresas. Essa medida pode impulsionar políticas internas de diversidade e inclusão, além de oferecer à sociedade indicadores claros para avaliar avanços na igualdade de oportunidades no mercado de trabalho.
Indústria Wirth Calçados
Dois Irmãos (RS) 14.04.2006 - Foto: Miguel Ângelo
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Empresas com 100 ou mais empregados têm até este sábado (28) para enviar as informações complementares do Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, conforme determina a Lei da Igualdade Salarial.

Os dados serão usados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para consolidar as informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e elaborar um relatório individual por empresa. O documento apontará eventuais desigualdades salariais entre mulheres e homens que atuam no mesmo estabelecimento.

O relatório ficará disponível a partir de 16 de março no site do Emprega Brasil. As empresas deverão divulgar o documento em seus canais oficiais até 31 de março de 2026, em local de fácil acesso e com ampla visibilidade para trabalhadores e público em geral.

A publicação é obrigatória. O descumprimento pode resultar em multa, e a fiscalização ficará a cargo do MTE.

Dados nacionais

Também em março, o ministério divulgará dados consolidados para o país e para as unidades da Federação. A quarta edição do relatório, apresentada em novembro, indicou que as mulheres recebiam, em média, 21,2% menos que os homens.

Cerca de 54 mil empresas devem participar da elaboração do relatório no primeiro semestre de 2026.

O que prevê a lei

Sancionada em julho de 2023, a Lei 14.611, também conhecida como Lei de Igualdade Salarial, alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para reforçar a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens.

A iniciativa integra as ações do governo federal voltadas à redução das desigualdades no mercado de trabalho. Pela lei, empresas com 100 ou mais empregados adotem medidas como transparência salarial, criação de canais de denúncia, implementação de programas de diversidade e inclusão e incentivo à capacitação profissional de mulheres.

Resumo da notícia
Empresas com 100 ou mais empregados têm até este sábado para enviar dados complementares sobre salários por gênero ao Ministério do Trabalho, conforme a Lei de Igualdade Salarial. As informações serão usadas para elaborar relatórios que apontam diferenças salariais entre homens e mulheres na mesma função. Os documentos individuais serão disponibilizados em março de 2026 e devem ser divulgados publicamente pelas empresas até o fim do mês. A lei, sancionada em 2023, visa promover transparência e igualdade salarial, além de incentivar programas de diversidade e capacitação feminina. O descumprimento pode acarretar multas, com fiscalização a cargo do Ministério do Trabalho. Dados nacionais recentes indicam que mulheres ganham, em média, 21,2% menos que homens, reforçando a importância da iniciativa para combater desigualdades no mercado de trabalho.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.