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Emprega Lab é lançado em MS para inclusão de pessoas privadas de liberdade

Programa visa qualificação e geração de renda para egressos do sistema prisional em Mato Grosso do Sul.

Emprega Lab é lançado em MS para inclusão de pessoas privadas de liberdade

O programa Emprega Lab é crucial para promover a inclusão social de pessoas que cumpriram penas, oferecendo oportunidades reais de trabalho e qualificação. Essa ação não apenas contribui para a reintegração social, mas também fortalece a luta contra a criminalidade, ao proporcionar alternativas sustentáveis para os egressos.

Mato Grosso do Sul deu um passo significativo em direção à inclusão produtiva ao lançar o programa Emprega Lab, voltado para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. O evento de lançamento ocorreu na última quinta-feira (27) na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região (TRT24) em Campo Grande, reunindo representantes do sistema de Justiça, do poder público e de instituições parceiras.

O Emprega Lab é fruto de um esforço conjunto entre o Sebrae, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), sendo parte do Convênio de Cooperação Técnica nº 66/2025. Mato Grosso do Sul foi uma das dez Unidades Federativas escolhidas para participar desse projeto-piloto, que busca desenvolver soluções para qualificação e empregabilidade desse público.

Durante o lançamento, o secretário-executivo de Justiça da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Rafael Garcia Ribeiro, enfatizou a importância do trabalho como ferramenta de ressocialização. Ele destacou que o Emprega Lab tem o potencial de conectar políticas de ressocialização a oportunidades de qualificação e trabalho, promovendo assim a autonomia e o retorno ao convívio social.

Luiz Aurélio Adler, diretor-superintendente interino do Sebrae/MS, também sublinhou a relevância do programa, afirmando que a capacitação é fundamental para a reinserção social. Ele acredita que o Emprega Lab pode ajudar a transformar vidas e oferecer novos caminhos para aqueles que buscam uma segunda chance.

O presidente do TRT da 24ª Região, desembargador Tomás Bawden, reforçou que o programa deve garantir acesso igualitário ao mercado de trabalho para todos, incluindo pessoas que estão em processo de reintegração após cumprimento de pena. Ele salientou que a justiça do trabalho deve ser inclusiva e oferecer oportunidades para todos os cidadãos.

A juíza do Trabalho, Daniela Rocha Rodrigues Peruca, que coordena o Emprega Lab em MS, ressaltou a importância de aumentar o acesso a qualificações e vagas no mercado de trabalho. Ela espera expandir as ações do programa para mais unidades prisionais e contar com a participação ativa de empresas e indústrias.

Com o apoio do Conselho Nacional de Justiça, o Emprega Lab pretende organizar a atuação das instituições envolvidas, criando um espaço de governança que facilite a colaboração e amplie as oportunidades de empregabilidade. O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, também destacou a necessidade de dignidade e capacitação para os detentos, com o objetivo de prepará-los para a vida fora das prisões.

Além disso, o Sebrae/MS está desenvolvendo uma metodologia de capacitação em empreendedorismo para mulheres em cumprimento de pena, com o programa Sebrae Plural. Esta experiência já começou na unidade prisional feminina de Rio Brilhante e envolve rodas de conversa para identificar perfis e necessidades das participantes, promovendo a autonomia e dignidade por meio do empreendedorismo.

O Emprega Lab representa uma esperança renovada para muitos, buscando não apenas a ressocialização, mas também a construção de uma sociedade mais inclusiva e justa, onde todos têm a chance de reescrever suas histórias e contribuir para o desenvolvimento social e econômico do estado.

Resumo da Notícia

Em um esforço conjunto para promover a inclusão produtiva, o Emprega Lab foi oficialmente lançado em Mato Grosso do Sul, reunindo diversas instituições com o objetivo de oferecer qualificação e oportunidades de trabalho para pessoas privadas de liberdade e egressos do sistema prisional. Esta iniciativa, que integra o Convênio de Cooperação Técnica nº 66/2025, busca conectar o poder público, o setor produtivo e as instituições de ensino, viabilizando a ressocialização e a reinserção desses indivíduos no mercado de trabalho.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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