Emirados Árabes Unidos cobram liberdade total no Estreito de Ormuz controlado pelo Irã
Os Emirados Árabes Unidos elevaram o tom contra o controle exercido pelo Irã no Estreito de Ormuz, ponto estratégico responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e gás consumidos mundialmente. Nesta quinta-feira (9), o ministro da Indústria dos EAU, Sultan Al Jaber, criticou a situação, afirmando que a passagem não está aberta e é condicionada pelo Irã, o que contraria o princípio da liberdade de navegação.
Segundo o representante dos Emirados, mais de 230 navios carregados com petróleo aguardam para zarpar, mas enfrentam atrasos devido às restrições impostas. Ele ressaltou que a limitação da passagem tem impacto direto no fornecimento global, provocando apertos nos mercados e elevação dos preços do petróleo.
O Irã, por sua vez, divulgou que a navegação pelo Estreito de Ormuz durante um período de duas semanas dependerá de uma “coordenação” com as Forças Armadas iranianas, conforme comunicado do ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi. A Guarda Revolucionária iraniana também compartilhou mapas com rotas alternativas, devido à presença de minas antinavios na região, aumentando a complexidade da passagem.
Dados recentes indicam que apenas um navio-tanque e cinco graneleiros cruzaram o Estreito nas últimas 24 horas, refletindo uma movimentação significativamente reduzida. Uma fonte não identificada do Irã afirmou que a passagem será limitada a 15 embarcações por dia, sujeita à aprovação de Teerã e cumprimento de protocolos específicos.
A comunidade internacional pressiona o Irã para que libere totalmente o Estreito, sem impor cobranças ou restrições, mas Teerã mantém sua posição, alegando que o controle é uma resposta às agressões sofridas por parte dos Estados Unidos e Israel. O cenário se complica ainda mais com a violação do cessar-fogo por Israel em ataques ao Líbano, ameaçando a estabilidade do acordo.
Na tentativa de avançar nas negociações, representantes do Irã e dos Estados Unidos devem se reunir nesta sexta-feira (10) em Islamabad, no Paquistão, para discutir os próximos passos no conflito. O desfecho dessas tratativas será fundamental para definir o futuro do trânsito no Estreito e suas consequências para o comércio global de energia.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.