Pesquisadores apoiados pela FAPESP testaram em Laguna Carapã (MS) um sistema que combina imagens captadas por drones e inteligência artificial para acompanhar a engorda de bovinos Nelore e estimar a janela ideal de comercialização. A tecnologia foi validada em condições reais na Fazenda Campanário, que mantém cerca de 14,6 mil cabeças em confinamento. Agência FAPESP
O experimento acompanhou 110 animais, com idade média inicial de 18 meses, durante um ciclo de engorda de 112 dias. Foram feitas 12 missões aéreas, a cada dez dias. Segundo a Agência FAPESP, o sistema identificou que o lote havia entrado na fase de desaceleração do ganho de peso uma semana antes da data prevista pelo manejo convencional. Agência FAPESP
No lote avaliado, a economia estimada foi de R$ 15 mil pela redução do consumo desnecessário de ração. A reportagem informa que, se projetado para a capacidade total do confinamento da fazenda, o ganho de eficiência operacional e financeira poderia chegar a cerca de R$ 2 milhões; esse valor é uma projeção, não o resultado do teste com os 110 animais. Agência FAPESP
O sistema analisa imagens aéreas e usa modelos de inteligência artificial para localizar os animais e medir características do corpo. A partir da proporção entre largura e comprimento, acompanha as mudanças ao longo das semanas. O método descarta automaticamente imagens de animais deitados ou em posições desfavoráveis e calcula uma média para o lote. Agência FAPESP
A Agência FAPESP relata que, nos testes, os bovinos não percebiam a presença do drone quando ele voava a 15 metros de altura. A tecnologia ainda não é apresentada como produto comercial: o pesquisador Jayme Garcia Arnal Barbedo disse que o próximo passo é buscar parcerias com empresas do setor ou agtechs para levar a solução ao mercado. Agência FAPESP
Fontes consultadas
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