Economia Brasil
Crédito da imagem: © Valter Campanato/Agência Brasil

Dólar recua a R$ 5,20 com melhora no cenário externo

Mercado financeiro reage positivamente apesar das tensões no Oriente Médio e alta do petróleo

Impacto da Cotação do Dólar

A valorização do real frente ao dólar pode reduzir custos de importação e aliviar pressões inflacionárias para consumidores e empresas. No entanto, a volatilidade causada por fatores externos e internos mantém a atenção dos investidores, influenciando decisões econômicas e o ambiente financeiro do país.
Dólar
© Valter Campanato/Agência Brasil

Apesar das tensões no Oriente Médio, o mercado financeiro teve mais um dia de recuperação. O dólar caiu pela segunda vez seguida e encerrou próximo de R$ 5,20. A bolsa de valores teve pequena alta e aproximou-se dos 180 mil pontos.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (17) vendido a R$ 5,20, com recuo de R$ 0,029 (-0,57%). A cotação chegou a R$ 5,178 por volta das 15h, mas diminuiu o ritmo de queda no fim da tarde.

A moeda estadunidense cai 2,19% em dois dias, mas sobe 1,29% em março.

O real esteve entre as moedas emergentes com melhor desempenho no dia, ao lado do florim húngaro e do shekel israelense. A valorização da moeda brasileira reflete a melhora no apetite por risco no exterior, mesmo diante das incertezas no Oriente Médio e da alta do petróleo.

No mercado de ações, o índice Ibovespa, da B3, avançou 0,30%, fechando aos 180.409 pontos. O indicador, no entanto, reduziu os ganhos no fim da sessão diante da piora no cenário doméstico, com uma ameaça de greve de caminhoneiros no fim de semana, decorrente da alta do diesel.

No exterior, os índices de Nova York tiveram desempenho positivo moderado.

Entre os destaques, as ações de petroleiras subiram, impulsionadas pela alta de 3,2% no petróleo do tipo Brent, usado nas negociações internacionais. Nesta terça, o barril encerrou em US$ 103,42. Papéis de bancos, no entanto, recuaram.

Ao longo desta terça, houve entrada de capital estrangeiro na bolsa brasileira, impulsionada pela valorização das ações da Petrobras e por leilões de recompra de títulos promovidos pelo Tesouro Nacional, que voltou a interferir no mercado de títulos públicos.

Os juros também influenciaram o mercado. Nesta quarta (18), os Bancos Centrais do Brasil e dos Estados Unidos decidirão os juros básicos da economia. A expectativa é de manutenção das taxas pelo Federal Reserve e corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

Cenário global

Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o conflito no Oriente Médio pode ter curta duração, contribuíram para a melhora dos mercados. No entanto, a continuidade do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã continuou a pressionar o preço do petróleo, que acumula alta de mais de 40% desde o início da guerra no Oriente Médio.

Ainda assim, analistas alertam que a volatilidade deve continuar elevada, com investidores atentos aos desdobramentos da guerra e seus impactos sobre energia e inflação.

 

* com informações da Reuters

Resumo da Notícia

O dólar comercial encerrou a terça-feira cotado a R$ 5,20, apresentando queda pelo segundo dia consecutivo, impulsionado pela melhora do apetite por risco no mercado global. Mesmo com as tensões no Oriente Médio e o preço do petróleo em alta, a moeda brasileira destacou-se entre as moedas emergentes com melhor desempenho. A bolsa de valores brasileira também reagiu positivamente, com o índice Ibovespa subindo 0,30%, embora tenha reduzido ganhos devido a preocupações internas como a ameaça de greve dos caminhoneiros. Investidores permanecem atentos às decisões dos Bancos Centrais do Brasil e dos Estados Unidos sobre as taxas de juros, que podem influenciar ainda mais o comportamento do mercado. O cenário externo mostra sinais de estabilidade, mas a volatilidade segue presente diante das incertezas geopolíticas e do impacto sobre energia e inflação.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

Notícias por município