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Dólar dispara a R$ 5,28 com tensão no Oriente Médio e mercado em queda

Conflito no Oriente Médio eleva dólar e petróleo, enquanto bolsa brasileira registra forte recuo

Impactos da crise no mercado brasileiro

A valorização do dólar e do petróleo reflete a busca por segurança diante da instabilidade no Oriente Médio, elevando custos de importação e energia para o Brasil. A queda da bolsa evidencia o aumento da aversão ao risco, afetando investimentos e a confiança econômica, enquanto setores ligados ao petróleo se beneficiam das altas globais. Essa volatilidade pode influenciar preços ao consumidor e decisões empresariais no curto prazo.
Dólar
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Após uma trégua na quarta-feira (4), o mercado financeiro teve uma sessão turbulenta nesta quinta (5), em meio às preocupações sobre o conflito no Oriente Médio. O dólar aproximou-se de R$ 5,30 e fechou no maior valor desde o fim de janeiro. A bolsa de valores caiu mais de 2,5%, e o petróleo teve forte alta.

O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,287, com alta de R$ 0,069 (+1,32%). A cotação oscilou em torno de R$ 5,23 durante a manhã, ultrapassou R$ 5,28 no início da tarde, desacelerou e chegou a atingir R$ 5,29 por volta das 16h30. Um movimento global de investidores levou à alta da moeda.

Na maior cotação desde 23 de janeiro, a divisa acumula alta de 2,34% na semana. No ano, porém, a moeda estadunidense cai 3,66%.

O mercado de ações teve um dia de perdas. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 180.464 pontos, com recuo de 2,64%. O indicador está no menor patamar desde 26 de janeiro.

Apenas as ações de petroleiras subiram, influenciadas pela alta na cotação internacional do petróleo. O barril do tipo Brent, usado nas negociações internacionais, aumentou 4,93%, para US$ 85,41. Essa foi a quinta alta consecutiva.

Em todo o planeta, investidores transferiram dinheiro de aplicações mais arriscadas para títulos do Tesouro dos Estados Unidos, considerados os investimentos mais seguros do planeta. O bombardeio pelo Irã de um aeroporto numa região autônoma do Azerbaijão reacendeu os temores de que o conflito no Oriente Médio se expanda.

O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo do planeta, voltou a contribuir para a instabilidade do mercado e a disparada das cotações internacionais do petróleo e do gás natural. Grandes produtores, como o Iraque e o Kwait, podem parar de exportar se a passagem continuar fechada.

* com informações da Reuters

Resumo da Notícia

A instabilidade causada pelo conflito no Oriente Médio impactou fortemente o mercado financeiro brasileiro nesta quinta-feira. O dólar atingiu R$ 5,28, seu maior valor desde janeiro, impulsionado pela busca global por ativos mais seguros diante das incertezas na região. Paralelamente, o preço do petróleo Brent subiu quase 5%, refletindo preocupações com o fechamento do Estreito de Ormuz, passagem estratégica para cerca de 20% do petróleo mundial. Em contrapartida, a bolsa brasileira sofreu queda superior a 2,5%, registrando seu menor patamar em quase cinco meses, com exceção das ações de empresas petrolíferas que se valorizaram. O cenário econômico é marcado por receios sobre a ampliação do conflito na região, especialmente após ataques recentes que reacenderam tensões geopolíticas e aumentaram a volatilidade dos mercados globais.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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