Dólar cai abaixo de R$ 5 e bolsa brasileira atinge recorde histórico
O dólar comercial encerrou a segunda-feira (13) cotado a R$ 4,997, marcando seu menor valor desde março de 2024 e rompendo a barreira dos R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos. Essa queda ocorreu em meio a um cenário global que apresentou sinais de distensão geopolítica, especialmente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentar sobre a possibilidade de um acordo com o Irã.
No início do dia, a moeda americana registrou alta devido às tensões no Oriente Médio, com o bloqueio do Estreito de Ormuz pelos EUA, uma região crucial para o trânsito do petróleo. No entanto, à medida que Trump indicou negociações, o dólar perdeu força e fechou em queda de 0,29%. No acumulado do mês, a moeda recuou 3,51%, e em 2026 a baixa chega a 8,96%.
Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, alcançou um recorde histórico ao fechar aos 198.001 pontos, impulsionado principalmente por ações de empresas ligadas a commodities como mineração e petróleo. O fluxo contínuo de capital estrangeiro também contribuiu para esse desempenho positivo, refletindo maior confiança dos investidores no mercado nacional.
No mercado internacional, as bolsas de Nova York acompanharam a tendência otimista, com o Dow Jones subindo 0,63%, o S&P 500 avançando 1,02%, recuperando as perdas registradas após o início do conflito no Oriente Médio, e o Nasdaq crescendo 1,23%. Esses índices reagiram às perspectivas de que os Estados Unidos e o Irã poderão retomar o diálogo diplomático.
O preço do petróleo, por sua vez, registrou alta durante o dia, com o barril Brent chegando a ultrapassar US$ 100, mas recuou para US$ 99,36 após as declarações de Trump. A volatilidade permanece alta, com o mercado atento aos desdobramentos no Estreito de Ormuz, que influencia diretamente o fornecimento global de energia.
A combinação desses fatores aponta para um ambiente financeiro mais favorável, mas ainda sujeito a instabilidades decorrentes das negociações políticas e da situação no Oriente Médio. O mercado brasileiro deve continuar observando esses eventos, que podem influenciar tanto o câmbio quanto o desempenho das ações nos próximos dias.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.