Dólar cai a R$ 5,06 e bolsa brasileira bate recorde com alívio no Oriente Médio
O dólar comercial encerrou o pregão desta quinta-feira (9) em R$ 5,063, registrando seu valor mais baixo em dois anos. A moeda norte-americana recuou 0,77%, influenciada pelo enfraquecimento global do dólar e pelo clima positivo gerado por avanços diplomáticos no Oriente Médio. Por volta das 14h40, a cotação chegou a R$ 5,05, reforçando a tendência de valorização do real diante das expectativas de redução dos conflitos na região.
O principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, acompanhou o sentimento otimista dos mercados internacionais e alcançou a marca inédita de 195.129 pontos, com alta de 1,52%. Esse desempenho representa o oitavo pregão seguido de ganhos e o 15º recorde histórico registrado pela bolsa em 2026. O movimento foi sustentado principalmente pela entrada de capital estrangeiro, que apostou na valorização de setores-chave, como bancos e companhias petrolíferas.
O avanço nas negociações entre Israel e Líbano foi um dos principais fatores que impulsionaram o mercado financeiro. Relatos indicam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitou a Israel a diminuição dos ataques ao Líbano, enquanto o governo israelense sinaliza a possibilidade de iniciar conversações formais. Esse cenário contribuiu para reduzir o prêmio de risco global e estimular a procura por ativos emergentes, como os brasileiros.
No mercado de petróleo, os preços apresentaram alta moderada durante a sessão, mas perderam força com as perspectivas de distensão na região do Oriente Médio, especialmente no entorno do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte mundial de petróleo. O barril do tipo Brent fechou a US$ 95,92, com alta de 1,23%, enquanto o WTI, referência do Texas, subiu 3,66%, a US$ 97,87.
Com a melhora no cenário externo, o real acumula uma valorização de 7,75% frente ao dólar no ano até o momento, enquanto o Ibovespa registra alta superior a 21% em 2026. Esses indicadores demonstram um ambiente mais favorável para a economia brasileira, que pode se beneficiar da maior estabilidade cambial e do aumento do apetite por risco internacional. Os próximos dias serão decisivos para confirmar a continuidade desse movimento, especialmente com a evolução das negociações no Oriente Médio e o impacto dessas dinâmicas nos mercados globais.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.