Dólar cai a R$ 5,01 e bolsa brasileira bate novo recorde com apoio do mercado externo
O dólar comercial encerrou a sexta-feira (9) em forte queda, cotado a R$ 5,01, o menor valor registrado desde abril de 2024. Durante o dia, a moeda americana chegou a flertar com a marca dos R$ 5,00, refletindo um ambiente de maior confiança dos investidores no mercado brasileiro.
Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, alcançou um novo recorde ao fechar aos 197.324 pontos, aproximando-se da histórica casa dos 200 mil pontos. Essa alta marcou o nono pregão consecutivo de valorização e o 16º fechamento recorde em 2026, consolidando um ciclo positivo para os ativos brasileiros.
Entre os principais fatores que explicam esse desempenho estão o diferencial de juros favorável entre Brasil e Estados Unidos, o bom desempenho das exportações de commodities brasileiras e um cenário internacional mais tranquilo, especialmente diante da estabilidade nos preços do petróleo. As negociações diplomáticas envolvendo o Oriente Médio têm reduzido as tensões geopolíticas, o que diminui a demanda global por ativos considerados refúgio, como o dólar.
No âmbito doméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março registrou alta de 0,88%, acima das expectativas, indicando pressões inflacionárias que sustentam a perspectiva de juros elevados no país. Essa conjuntura torna o real mais atraente para investidores estrangeiros, impulsionando a entrada de capital e valorizando a moeda local.
O mercado internacional de petróleo observou leve queda nos preços, com o barril Brent recuando 0,75% para US$ 95,20 e o WTI caindo 1,33%, a US$ 96,57. A estabilidade dos preços ocorre enquanto investidores acompanham as negociações entre Estados Unidos e Irã, que podem influenciar o cenário geopolítico e os preços das commodities no futuro próximo.
O fluxo de capital estrangeiro permanece como motor principal para o desempenho da bolsa e do câmbio. Dados do Banco Central indicam uma entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira nos últimos 12 meses até fevereiro de 2026. Essa movimentação reforça a tendência de fortalecimento do real e a valorização dos ativos brasileiros.
O desenrolar das negociações internacionais e a evolução dos indicadores econômicos locais são os próximos pontos de atenção para investidores e autoridades brasileiras, que monitoram o cenário para ajustar políticas e estratégias diante do contexto atual de maior otimismo e menor volatilidade.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.