Diesel em falta atinge 166 cidades no Rio Grande do Sul

Escassez de diesel afeta um terço dos municípios gaúchos, com impactos em serviços essenciais

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Diesel em falta atinge 166 cidades no Rio Grande do Sul
Crédito da imagem: © Fernando Frazão/Agência Brasil

Impactos da Crise do Diesel

A escassez de óleo diesel no Rio Grande do Sul afeta diretamente serviços essenciais, como saúde e transporte público, além de paralisar obras e atividades industriais. Essa situação pode comprometer o funcionamento cotidiano e o desenvolvimento econômico regional, exigindo ações governamentais para garantir o abastecimento prioritário e mitigar prejuízos à população e à infraestrutura local.
Greve de caminhoneiros causa desabastecimento de combustível em postos de gasolina da cidade de Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro.
© Fernando Frazão/Agência Brasil

Subiu para 166 o número de municípios do Rio Grande do Sul que relatam problemas relacionados à escassez no abastecimento de óleo diesel. A informação consta em um boletim da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), ao qual a Agência Brasil teve acesso, nesta quarta-feira (25).

Os dados estão atualizados até as 9h dessa quarta-feira. Na última quinta-feira (19), o número de cidades atingidas era 142. Dois municípios, Formigueiro e Tupanciretã, mantêm estado de emergência.

A Famurs detalha que recebeu retorno à consulta de 384 dos 497 municípios gaúchos. Os 166 atingidos representam um terço das cidades do Rio Grande do Sul. A capital, Porto Alegre, não consta como afetada.

De acordo com a federação gaúcha, os sinais de desabastecimento acendem “um sinal de alerta para o funcionamento dos serviços essenciais nas cidades”.

Prefeituras estão direcionando o combustível para áreas essenciais, como serviços na área da saúde e transporte de pacientes. Obras e atividades que dependem de maquinário foram suspensas.

O óleo diesel é o principal combustíveis para veículos como caminhões, ônibus e tratores.

ANP

A Agência Brasil solicitou esclarecimentos à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, órgão regulador do setor, mas não recebeu retorno até a conclusão da reportagem.

À ocasião do último balanço, que dava conta de 142 cidades afetadas, a ANP informou que o cenário era de que “não havia falta de produtos, mas questões logísticas”.

Reflexos da guerra

A questão nas cidades gaúchas e aumento do preço do óleo diesel em diversas partes do país são reflexos da guerra no Irã, que afeta a cadeia global do petróleo.

O óleo diesel é o derivado do petróleo que mais sente os impactos do cenário internacional, uma vez que o Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome.

Desde o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, o preço do litro do óleo diesel no país subiu cerca de 20%, segundo a ANP. 

Ações do governo

O governo tem tomado medidas para atenuar o repasse da alta global ao consumidor final. Uma delas foi a zeragem das alíquotas dos tributos federais que incidem sobre o diesel, o Pis e a Cofins.

O governo também trabalha com a subvenção às empresas (espécie de reembolso) de R$ 0,32 para cada litro de diesel produzido ou importado.

A Petrobras, principal fornecedora do país, chegou a reajustar o preço do óleo diesel em R$ 0,38 no último dia 14, mas, de acordo com a presidente da estatal, Magda Chambriard, o reajuste nas bombas foi suavizado pelas ações do governo federal. 

Além disso, há a proposta para que estados também colaborem com subsídio ao diesel. 

A ANP atua ainda na fiscalização da cadeia de comercialização dos combustíveis, visitando postos e distribuidoras. 

 

Resumo da notícia
A crise no abastecimento de óleo diesel no Rio Grande do Sul já atinge 166 cidades, segundo levantamento da Famurs, representando cerca de um terço dos municípios do estado. A escassez compromete serviços essenciais como saúde e transporte, além de suspender obras e atividades que dependem de maquinário. A situação é reflexo da instabilidade internacional provocada pela guerra no Irã, que elevou o preço do diesel no Brasil em cerca de 20%. O governo federal tem adotado medidas para minimizar os efeitos, como a isenção de tributos federais sobre o combustível e subsídios para produtores e importadores. Enquanto isso, a Agência Nacional do Petróleo intensifica a fiscalização para garantir a distribuição adequada. Porto Alegre não está entre as cidades afetadas, mas as prefeituras enfrentam desafios para priorizar o uso do diesel nas áreas mais críticas.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.