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Crédito da imagem: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

DF retira área da Serrinha do Paranoá de garantia para salvar BRB

Governadora Celina Leão exclui parte da área ambiental para preservar manancial estratégico

Equilíbrio entre finanças e meio ambiente

A decisão de preservar parte da Serrinha do Paranoá enquanto busca soluções para a crise financeira do BRB reflete a importância de conciliar desenvolvimento econômico com proteção ambiental. A criação do parque visa garantir a conservação das nascentes essenciais ao abastecimento do Lago Paranoá, beneficiando a população local e a sustentabilidade urbana, ao mesmo tempo que busca resguardar os recursos públicos em um contexto de instabilidade financeira.
Brasília (DF), 15/03/2026 - Manifestantes pedem proteção da Serrinha do Paranoá, área ambiental incluída em projeto para salvar BRB. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou nesta quarta-feira (1º) a retirada de parte da área da Serrinha do Paranoá da lista de imóveis públicos que serão dados como garantia de empréstimos para salvar o Banco de Brasília (BRB).  

A medida tinha sido proposta por Ibaneis Rocha, ex-governador que deixou o cargo nesta semana e foi substituído por Celina, até então vice-governadora. O uso dos imóveis também tinha sido aprovado pela Câmara Legislativa do DF

A inclusão da Serrinha na lista de imóveis que seriam vendidos para cobrir o rombo do banco público, envolvido nas fraudes do Banco Master, foi criticada por ambientalistas, acadêmicos, integrantes de entidades civis e moradores da região. 

Localizada entre as regiões administrativas do Varjão e do Paranoá, a Serrinha é um extenso trecho de cerrado nativo que abriga 119 minas d’ água que contribuem para abastecer o Lago Paranoá, manancial estratégico de onde é captada parte da água fornecida à população do DF.  

De acordo com a assessoria do governo do DF,  uma parte da área de proteção ambiental localizada na Serrinha será desvinculada da proposta para assegurar a preservação da região, “considerada sensível e de grande relevância ecológica”.

A governadora também determinou que a Secretaria de Meio Ambiente adote providências para criar o Parque da Serrinha, “garantindo a destinação definitiva da área para conservação e uso sustentável”.  Porém, a área de proteção a ser retirada da proposta e transformada em parque não foi informada.

Entenda o caso 

Em março, a Justiça Federal já havia proibido o GDF de vender a área ambiental como medida de socorro ao BRB. A decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) apontou risco de subavaliação de áreas.  

O banco estatal enfrenta uma crise de confiança e problemas de liquidez devido aos prejuízos decorrentes da compra bilionária de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez negociados pelo Banco Master. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na compra de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos do banco.  

Resumo da Notícia

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou a remoção de parte da área da Serrinha do Paranoá da lista de bens públicos que seriam usados como garantia para empréstimos visando salvar o Banco de Brasília (BRB). A medida, inicialmente proposta pelo ex-governador Ibaneis Rocha, enfrentou críticas de ambientalistas e moradores devido à importância ecológica da Serrinha, que abriga nascentes que abastecem o Lago Paranoá. O governo pretende criar o Parque da Serrinha para garantir a conservação da região. A decisão busca equilibrar a crise financeira do BRB, marcada por fraudes e prejuízos relacionados à compra de carteiras do Banco Master, e a preservação ambiental de uma área sensível. Em março, a Justiça Federal já havia impedido a venda da área para evitar subvalorização do patrimônio público.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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