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DF autoriza uso de imóveis públicos para reforçar capital do BRB

Governo do Distrito Federal sanciona lei que permite vender imóveis e contratar empréstimos para apoiar o Banco de Brasília

Fortalecimento do BRB e Economia Local

A autorização para usar imóveis públicos como garantia ou venda visa garantir a liquidez do Banco de Brasília, essencial para a estabilidade financeira regional. Essa medida pode evitar impactos negativos na economia do Distrito Federal, protegendo serviços e investimentos, embora levante preocupações sobre a gestão do patrimônio público e a transparência na aplicação dos recursos.
Brasília (DF), 19/11/2025 – Fachada do prédio do banco de Brasília (BRB).  Em março de 2025, o conselho do Banco BRB aprovou a compra de 58% do capital do Banco Master, valor estimado em R$ 2 bilhões.
O acordo previa que o BRB, uma sociedade de capital e controlada majoritariamente pelo Governo do Distrito Federal (GDF)
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, sancionou nesta terça-feira (10) a lei que autoriza o governo distrital a adotar medidas, como a venda de imóveis públicos, para reforçar o capital do Banco de Brasília (BRB). A decisão foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial do DF.

A nova legislação permite que o Governo do Distrito Federal, acionista controlador da instituição, realize operações financeiras e mobilize ativos públicos para apoiar o banco diante de pressões de liquidez e da crise de confiança relacionada a negócios com o Banco Master.

Entre as medidas autorizadas está a possibilidade de contratar empréstimos emergenciais de até R$ 6,6 bilhões, incluindo operações com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ou com outras instituições financeiras.

Capitalização

O texto permite ao governo utilizar até nove imóveis públicos como garantia ou lastro para operações financeiras destinadas a reforçar o caixa do BRB. Os ativos também poderão compor estruturas como fundos imobiliários para monetização no mercado.

Entre as áreas listadas está uma região de cerca de 716 hectares na Serrinha do Paranoá, um dos mananciais da capital federal, além de imóveis ocupados por empresas públicas no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).

Vetos

Durante a sanção, Ibaneis vetou três dispositivos incluídos durante a tramitação do projeto na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Um dos trechos previa garantir ao Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), acionista minoritário do banco, participação mínima de 20% no processo de capitalização.

Também foram vetadas regras que exigiam a publicação trimestral de relatórios sobre os imóveis envolvidos nas operações e a apresentação de um plano formal de retorno financeiro ao Distrito Federal.

Críticas

A proposta foi aprovada na CLDF por 14 votos favoráveis e 10 contrários após debates entre parlamentares. Deputados da oposição classificaram o projeto como um possível “cheque em branco” ao governo, argumentando que faltaram informações detalhadas sobre os riscos ao patrimônio público.

Há também preocupação de que imóveis do Distrito Federal possam ser transferidos ao banco e posteriormente negociados no mercado por meio de fundos imobiliários. A lei foi aprovada apesar de recomendação contrária dos técnicos da Câmara Legislativa.

Investigação

O BRB tenta conter a crise de confiança após operações envolvendo o Banco Master. A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na compra de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos da instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro.

Na segunda-feira (9), o banco anunciou ainda uma proposta de aumento de capital de até R$ 8,86 bilhões. Segundo a instituição, a medida busca fortalecer o patrimônio de referência, manter o índice de Basileia (um dos principais indicadores de solidez de uma instituição financeira) em níveis considerados prudenciais e ampliar a capacidade de absorção de perdas.

Resumo da Notícia

O governo do Distrito Federal sancionou uma lei que autoriza a utilização de até nove imóveis públicos para fortalecer o capital do Banco de Brasília (BRB). A medida inclui a possibilidade de venda desses bens ou sua utilização como garantia em operações financeiras, além de permitir a contratação de empréstimos emergenciais de até R$ 6,6 bilhões. A iniciativa visa enfrentar pressões de liquidez e a crise de confiança após investigações envolvendo negócios do BRB com o Banco Master. Apesar de aprovação na Câmara Legislativa, a proposta gerou críticas sobre a falta de transparência e riscos ao patrimônio público. O governador Ibaneis Rocha vetou dispositivos que garantiriam maior participação do Instituto de Previdência dos Servidores e exigiriam a divulgação de relatórios periódicos sobre os imóveis. A ação busca garantir a estabilidade do banco e evitar impactos negativos na economia local.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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