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Deputado questiona alta de até 15% na conta de luz no Rio

Lindbergh Farias ajuíza ação contra aumento superior ao triplo da inflação para consumidores fluminenses

Impacto do reajuste na energia

O aumento nas tarifas de energia elétrica acima da inflação pode elevar os custos mensais das famílias e empresas, especialmente em um contexto econômico já difícil. A contestação judicial e a mobilização popular refletem a preocupação com a transparência na formação dos preços e a possibilidade de redução das contas caso benefícios fiscais não estejam sendo repassados. Essa situação destaca a importância do equilíbrio entre a sustentabilidade do setor elétrico e a proteção do orçamento dos consumidores.
Brasília (DF), 26/06/2025  - O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, durante coletiva no Salão Verde. Falou sobre a votação do IOF.. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ajuizou, na quarta-feira (11), uma ação popular na Justiça Federal do Rio de Janeiro contra uma decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que autorizou reajuste anual de até 15,46% na conta de energia elétrica. O aumento equivale a mais de três vezes a inflação acumulada em um ano.

“Chega de assalto”, escreveu o parlamentar nas redes sociais. Lindbergh, vice-líder do governo Lula no Congresso Nacional, classificou o aumento como “soco no estômago do consumidor”.

Além de ingressar com a ação judicial, ele informou que lançou um abaixo-assinado contra a elevação.

Reajuste

Na última terça-feira, a Aneel, autarquia ligada ao Ministério de Minas e Energia, autorizou o reajuste com efeito médio de 15,46% para os consumidores da Enel RJ, que tem cerca de 2,79 milhões de unidades consumidoras em 66 cidades do estado.

A Aneel explica que os índices aprovados “foram impactados por componentes financeiros do processo tarifário atual e anterior, além de custos com pagamento de encargos setoriais e gastos com distribuição e compra de energia”.

A agência reguladora do sistema elétrico permitiu ainda o aumento anual com efeito médio de 8,59% para o consumidor da Light, concessionária que atende mais de 3,96 milhões de clientes em 31 municípios fluminenses, incluindo a capital, Rio de Janeiro.

De acordo com a agência reguladora, os principais fatores que pressionaram o reajuste foram os custos relacionados aos encargos setoriais e às despesas com transporte e aquisição de energia.

Por outro lado, pondera a Aneel, “a retirada de componentes financeiros homologados no ano anterior, somada à inclusão de novos componentes financeiros pela Agência, ajudou a atenuar o impacto final das tarifas”.

Ambos os reajustes valem a partir do próximo domingo (15).

Tanto Enel e Light poderão implementar aumento que supera a inflação acumulada nos últimos 12 meses, que chega a 4,44% até janeiro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e considerado a inflação oficial do país.

Questionamento

Na ação, o deputado argumenta que os aumentos impõem “um peso excessivo ao bolso dos consumidores em um contexto de inflação significativamente menor”.

Lindbergh Farias questiona ainda se as concessionárias estão repassando aos consumidores os créditos tributários recuperados após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que excluiu o ICMS cobrado (imposto estadual), da base de cálculo do PIS e da Cofins, tributos federais.

“Quando há recuperação de bilhões em créditos tributários pagos pelos consumidores, o mínimo que se espera é redução de tarifa ou transparência total no cálculo dos reajustes”, sustenta.

Procurada pela Agência Brasil, a Aneel informou que seguiu o rito do processo tarifário.

“Após instrução regular nas áreas técnicas, houve sorteio de diretor-relator, e discussão e deliberação do colegiado em reunião pública, conforme cronograma previsto nos contratos de concessão”.

A Light informou que não iria se posicionar sobre o assunto. A Enel não retornou à Agência Brasil.

Resumo da Notícia

O deputado federal Lindbergh Farias entrou com uma ação popular na Justiça Federal do Rio de Janeiro para contestar o reajuste anual de até 15,46% nas tarifas da energia elétrica autorizado pela Aneel. O percentual representa um aumento muito superior à inflação oficial, que foi de 4,44% no mesmo período, pressionando o orçamento dos consumidores. O parlamentar também lançou um abaixo-assinado contra o aumento, que atinge cerca de 6,75 milhões de clientes das concessionárias Enel RJ e Light em 97 municípios do estado. Lindbergh questiona se as empresas estão repassando os créditos tributários decorrentes da decisão do STF que excluiu o ICMS da base de cálculo de tributos federais, o que poderia reduzir as tarifas. A Aneel defende que seguiu os procedimentos legais para a aprovação do reajuste, destacando os custos setoriais e financeiros envolvidos. A medida começa a valer a partir de 15 de janeiro, gerando críticas sobre o impacto no bolso dos consumidores em meio a um cenário econômico desafiador.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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