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Crédito da imagem: © TSE/Reprodução

Deputada que fez blackface declarou-se parda nas eleições de 2022

Fabiana Bolsonaro pintou o rosto para criticar Erika Hilton, mas recebeu verba racial após se declarar parda à Justiça Eleitoral

Implicações políticas e sociais

A situação envolvendo a deputada Fabiana Bolsonaro evidencia desafios no uso adequado das cotas eleitorais destinadas a grupos étnicos e raciais, impactando a confiança no sistema eleitoral. Além disso, o episódio ressalta tensões sociais relacionadas à representação e respeito às diversidades racial e de gênero, influenciando debates sobre ética política e direitos humanos no cenário público.
São Paulo (SP), 19/03/2026 - Reprodução da página da deputada Fabiana Bolsonaro no TSE. Foto: TSE/Reprodução
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Enquanto pintava o rosto e braços de preto para criticar a deputada federal Erika Hilton (PSOL), nessa quarta-feira (18), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL) disse ser “branca”, mas quando se candidatou ao cargo atual, em 2022, declarou-se parda à Justiça Eleitoral.

A informação está no DivulgaCand, site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Essa questão foi tema de postagem da deputada estadual Monica Seixas (PSOL) em suas redes sociais.

“Blackface e fraudadora de cotas! Fabiana Bolsonaro, que disse ontem no plenário: ‘Sou branca. Se eu me travestir de preto sou preta?’, se declarou parda nas Eleições de 2022. Fui fuçar o repasse do PL do fundo especial racial e bingo. Achei ela na lista dos que receberam dinheiro do fundo.”

Candidatos pardos e negros podem, por lei, receber verbas do Fundo Eleitoral. Segundo o TSE, Fabiana recebeu um total de R$ 1.593,33 deste tipo de repasse.

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Sem parentesco

A deputada do PL usa o sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não tem qualquer grau de parentesco com ele.

Seu nome é Fabiana de Lima Barroso e adotou o “Bolsonaro” por considerar ter uma grande afinidade de ideias com o político que hoje está preso em Brasília.

Entenda o caso

A deputada estadual conhecida como Fabiana Bolsonaro subiu na tribuna da Alesp, para se manifestar contra a eleição da deputada Federal Erika Hilton para a Comissão da Mulher, na Câmara. Ela se pintou rosto e braços de preto.

“Eu sou uma mulher. Não adianta se travestir de mulher. Eu não estou aqui ofendendo transexual, muito pelo contrário, eu estou dizendo ‘eu sou mulher, quero ser vista como mulher. A mulher do ano não pode ser transsexual”.

Devido à prática racista de blackface e às falas transfóbicas, deputados estaduais apresentaram pedido de cassação.
 

Resumo da Notícia

A deputada estadual Fabiana Bolsonaro, que realizou blackface para atacar a deputada federal Erika Hilton na Assembleia Legislativa de São Paulo, declarou-se parda ao se candidatar em 2022, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral. Apesar de afirmar ser branca durante a manifestação, Fabiana recebeu recursos do Fundo Eleitoral destinado a candidatos pardos e negros. A situação gerou reação nas redes sociais e motivou pedidos de cassação por racismo e transfobia, uma vez que suas ações envolveram pintura corporal e discursos ofensivos contra transexuais. Fabiana não tem parentesco com o ex-presidente Jair Bolsonaro, apesar do sobrenome adotado por afinidade política.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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