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Crédito da imagem: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Defesa reserva vagas para negros, indígenas e quilombolas nas Forças Armadas

Ministério da Defesa estabelece cotas para inclusão étnica em concursos militares e serviço temporário

Inclusão nas Forças Armadas

A reserva de vagas para grupos étnicos historicamente marginalizados promove maior representatividade e equidade nas instituições militares. Essa iniciativa pode contribuir para a valorização cultural, reduzir desigualdades sociais e ampliar oportunidades de acesso a carreiras militares, impactando positivamente a diversidade e a inclusão no setor público.
Brasília (DF) 01/08/2025 - Militares do Batalhão da Guarda Presidencial fazem treinamento para a cerimônia de troca da bandeira na Praça dos Três Poderes, enquanto acontece a abertura do ano judiciário no STF.    Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Ministério da Defesa publica na edição desta quarta-feira (18) do Diário Oficial da União portaria que fixa reserva de vagas a pessoas negras, indígenas e quilombolas em concursos para escolas de formação de militares e nos processos seletivos simplificados para prestação do serviço militar temporário de voluntários.

Portaria GM-MD nº 1.286/2026 determina os seguintes percentuais de vagas:

  • 25% do total de vagas para pessoas negras;
  • 3% do total de vagas para indígenas; e
  • 2% do total de vagas para quilombolas.

De acordo com o texto, na hipótese de não haver candidatos quilombolas em número suficiente, as vagas remanescentes serão revertidas para as pessoas indígenas e vice-versa.

A autodeclaração dos candidatos será confirmada mediante confirmação de dados complementares. 

No caso de indígenas, poderão ser exigidos, de acordo como edital, comprovantes de habitação em comunidades indígenas; documentos expedidos por escolas indígenas, por órgãos de saúde indígena ou ainda pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Em relação aos quilombolas, é preciso apresentar declaração que comprove o pertencimento étnico do candidato, assinada por três lideranças ligadas à associação da comunidade, além de certificação da Fundação Cultural Palmares que reconheça como quilombola tal comunidade.

Recursos

Segundo a portaria, os editais dos concursos deverão prever a criação de comissões recursais. 

Esses grupos serão formados por três integrantes distintos dos membros da comissão de confirmação complementar à autodeclaração.

Serão consideradas nas decisões:

  1. a filmagem do procedimento; para fins de confirmação complementar à autodeclaração, no caso de pessoa candidata negra;
  2. os documentos apresentados, no caso das pessoas candidatas indígenas e quilombolas;
  3. o parecer emitido pela comissão de confirmação complementar à autodeclaração;
  4. o conteúdo do recurso elaborado pelo candidato.
     

Resumo da Notícia

O Ministério da Defesa regulamentou a reserva de vagas para negros, indígenas e quilombolas em seleções para escolas militares e serviço militar temporário. A portaria define que 25% das vagas serão destinadas a pessoas negras, 3% para indígenas e 2% para quilombolas, com possibilidade de redistribuição entre indígenas e quilombolas caso algum grupo não preencha suas vagas. A autodeclaração será verificada por meio de documentos específicos, como comprovantes de residência em comunidades indígenas ou declarações da Fundação Cultural Palmares para quilombolas. Além disso, os editais deverão prever comissões recursais para avaliar recursos dos candidatos, utilizando gravações e documentos para garantir transparência e justiça nos processos seletivos. A medida visa ampliar a diversidade étnica nas Forças Armadas por meio de ações afirmativas rigorosas.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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