Cidadania Mato Grosso do Sul
Crédito da imagem: © DPE-GO/Divulgação

Defensoria de Goiás processa 10 veículos por ataques a mãe em Itumbiara

Ação judicial exige retirada de posts ofensivos e indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos

Proteção contra revitimização online

A ação judicial contra veículos de comunicação destaca a importância de evitar a exposição indevida de vítimas em casos sensíveis, prevenindo danos emocionais e sociais. Essa iniciativa reforça a responsabilidade dos meios de comunicação em tratar informações com ética, protegendo a dignidade das pessoas envolvidas e promovendo um ambiente digital mais respeitoso, além de garantir que recursos obtidos sejam aplicados em políticas públicas de proteção social.
Goiânia (GO), 24/02/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Defensoria Pública do Estado de Goiás. Foto: DPE-GO/Divulgação
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A Defensoria Pública de Goiás entrou com uma ação judicial contra 10 veículos de imprensa brasileiros para pedir a retirada de postagens (publicações e comentários) a respeito do episódio em Itumbiara (GO), em que uma mãe, Sara Araújo, teve os filhos assassinados pelo ex-marido. 

Por intermédio do Núcleo Especializado de Defesa e Promoção dos Direitos da Mulher, o órgão ainda pediu aos veículos indenização por danos morais coletivos no valor total de R$ 1 milhão e ainda retratação. O caso está em trâmite na 31ª Vara Cível de Goiânia e aguarda julgamento.

“Linchamento virtual”

O núcleo especializado da defensoria apontou que comentários e publicações transferiam o foco da brutalidade do agressor para a conduta moral da mulher. Isso, no entender do órgão, expôs Sara a um linchamento virtual em seu momento de maior vulnerabilidade na vida. 

Para a defensoria, os veículos mantiveram-se “inertes diante do discurso de ódio inflamado nos seus próprios sites ou perfis das redes sociais”. 

Outra alegação é que “alguns” dos veículos de mídia “chegaram a publicar ataques diretos à mulher, expondo vídeos e imagens de sua intimidade, na intenção de justificar o cometimento do crime”.  

Revitimização

Assim, o objetivo da ação seria o de frear a revitimização da mãe.

“Foi requerida a retirada das publicações e responsabilização daqueles que mantiveram estes conteúdos em suas páginas sem que houvesse a devida moderação”, alegou a Defensoria Pública em nota. 

A defensoria afirmou ainda que não atua como representante da vítima, mas “como protetor dos interesses dos necessitados em geral”. O pagamento dos valores por danos morais coletivos seria revertido a um fundo gerido por um Conselho Federal ou por Conselhos Estaduais.

A ação é dirigida aos seguintes veículos de comunicação: CNN Brasil, Unigraf Unidas Gráficas e Editora Ltda, Globo Comunicação e Participações S/A, Mais Goiás Comunicação Marketing e Internet Ltda, Metrópoles Mídia e Comunicação S/A, Rádio e Televisão Record S/A, Televisão Goya Ltda, Televisão Anhanguera S/A, TV Serra Dourada Ltda e Opção Noticias Ltda.

Consultada sobre a ação da Defensoria Pública de Goiás, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) preferiu não se manifestar sobre o caso. A Agência Brasil está aberta para as manifestações dos veículos acionados pela defensoria.

Resumo da Notícia

A Defensoria Pública de Goiás ajuizou uma ação contra dez veículos de comunicação brasileiros por publicações e comentários ofensivos relacionados ao caso de Itumbiara, onde uma mãe teve seus filhos assassinados pelo ex-marido. O órgão pede a remoção dos conteúdos e uma indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos, alegando que os veículos permitiram um linchamento virtual, desviando o foco do agressor e expondo a vítima a ataques e exposição indevida. A ação visa conter a revitimização da mulher e responsabilizar os responsáveis pela manutenção desses conteúdos nas plataformas. O valor da indenização será destinado a fundos destinados à proteção social. Entre os veículos acionados estão CNN Brasil, Globo, Metrópoles e Record, entre outros. A Defensoria atua como defensora dos interesses da sociedade em geral, não apenas da vítima. O caso tramita na 31ª Vara Cível de Goiânia e aguarda julgamento.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.