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Daniel Vorcaro não irá depor na CPMI que investiga fraudes no INSS

Banqueiro está dispensado de comparecer à comissão e à CAE, conforme decisão do STF

Implicações da CPMI no INSS

A decisão do STF que torna facultativa a participação de investigados em comissões parlamentares pode influenciar a eficácia das investigações sobre fraudes no INSS. A continuidade das apurações, com o envio de dados sigilosos à Polícia Federal, reforça o combate a irregularidades que impactam diretamente os recursos públicos e a segurança dos benefícios sociais, evidenciando a importância do controle e transparência na gestão desses fundos.
Brasília (DF) 18/11/2025 – Daniel Vorcaro -  Banco Master.
Foto: Banco Master
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O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não vai comparecer à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), onde tinha depoimento marcado para segunda-feira (23). A informação foi confirmada à Agência Brasil por um dos advogados do banqueiro, Roberto Podval.

A opção de não comparecer à comissão parlamentar está amparada em um despacho do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu na quinta-feira (19) que Vorcaro não é obrigado a comparecer aos depoimentos que estavam previstos. Além da CPMI do INSS, na segunda-feira, o banqueiro tinha uma oitiva marcada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no dia seguinte, na qual também não é obrigado a comparecer.

Para o ministro do STF, a ida do banqueiro à audiência é facultativa, justamente pelo fato de estar na condição de investigado no processo que apura as fraudes no Master. André Mendonça é o relator do caso.

O presidente da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), confirmou, via assessoria, que a ida do banqueiro está cancelada. A pauta da reunião, inclusive, já foi alterada pelo parlamentar.

Em outra decisão, o ministro André Mendonça determinou a devolução, para CPMI do INSS, do acesso aos dados da quebra de sigilo telemático, bancário e telefônico de Daniel Vorcaro. A comissão investiga o suposto envolvimento do banco com empréstimos consignados e descontos irregulares em aposentadorias.

A decisão atendeu ao pedido da própria CPMI e derrubou determinação do antigo relator do caso, ministro Dias Toffoli, que retirou os dados da comissão e determinou que o material fosse armazenado na presidência do Senado.

Mendonça determinou ainda que os dados de Vorcaro deverão ser enviados para a Polícia Federal (PF), que investiga as fraudes no Banco Master. Em seguida, a corporação deverá compartilhar as informações com a CPMI.

A medida foi celebrada pelo presidente da CPMI, que classificou como uma "vitória da transparência".

"Sempre defendi que não se combate fraude escondendo informação. A determinação de envio imediato do material à Polícia Federal fortalece a investigação e o nosso trabalho. Seguiremos firmes. O Brasil precisa de instituições fortes, mas também de homens e mulheres de coragem para investigar até as últimas consequências", escreveu Alfredo Gaspar em uma postagem nas redes sociais.

Entenda

Em novembro de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao governo do Distrito Federal.

De acordo com as investigações preliminares, as fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.

Resumo da Notícia

O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, optou por não depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão está respaldada por um despacho do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou facultativa a participação do investigado nas audiências. Além da CPMI, Vorcaro também não precisará comparecer à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). A comissão teve sua pauta alterada após o cancelamento da oitiva. Mendonça ainda determinou que dados sigilosos do banqueiro retornem à CPMI e sejam encaminhados à Polícia Federal para aprofundar as investigações, o que foi celebrado pelo presidente da comissão como um avanço na transparência. As apurações envolvem empréstimos consignados irregulares e fraudes que podem atingir R$ 17 bilhões, conforme a Operação Compliance Zero da PF.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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