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Cuba enfrenta três meses de crise energética devido a bloqueio dos EUA

Sem combustível importado, Cuba sofre apagões e busca diálogo para aliviar o impacto do embargo americano

Impacto da Crise Energética em Cuba

A falta de combustível em Cuba compromete serviços essenciais, como saúde e transporte, devido a longos apagões. Essa situação evidencia a vulnerabilidade do país à dependência de importações energéticas e destaca a importância de diversificar fontes, além de incentivar o diálogo internacional para minimizar os efeitos sociais e econômicos da crise.
Apagão deixa grande parte de Cuba sem energia elétrica
04/03/2026
REUTERS/Norlys Perez
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Cuba completou três meses sem receber qualquer carga de combustível em meio ao bloqueio energético que os Estados Unidos (EUA) impuseram à ilha, prometendo sancionar qualquer país que venda petróleo para o país caribenho.

O presidente cubano Miguel-Díaz Canel comentou, nesta sexta-feira (13), em coletiva de imprensa realizada em Havana, que o bloqueio dos EUA tem deixado alguns municípios com até 30 horas sem energia.

“Já se passaram mais de três meses desde que um navio-tanque entrou em nosso país e estamos trabalhando em condições muito adversas que têm um impacto imensurável na vida de toda a nossa população”, afirmou

Com cerca de 80% da energia do país gerada por termelétricas, alimentadas por combustíveis, a nova medida do governo Trump reduziu a possibilidade de compra de petróleo no mercado global, o que foi agravado ainda pelo bloqueio naval dos EUA à Venezuela a partir do final de 2025.

O presidente cubano informou que Havana iniciou, recentemente, conversações com representantes do governo dos EUA, “em correspondência com a consistente política que há defendido a Revolução Cubana”, e que estão em uma negociação em fase inicial.

“As conversações são para buscar, por meio do diálogo, uma possível solução para as diferenças bilaterais existentes entre nossas duas nações. Essas trocas têm sido facilitadas por atores internacionais”, confirmou Miguel-Díaz Canel.

O chefe de Estado cubano acrescentou que foi informada aos EUA a vontade de Havana de continuar o diálogo, sob o princípio de igualdade e respeito aos sistemas políticos de ambos os países, à soberania e à autodeterminação. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem ameaçado o governo cubano ao dizer que o país deve sofrer uma “mudança em breve”, sugerindo que a mudança viria após a guerra no Irã.  

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Medidas

O presidente Miguel-Díaz Canel destacou na coletiva as medidas que o governo tem adotado para amenizar os efeitos da crise energética, como aumento da produção de petróleo interno, aumento das usinas solares e de uso de carros elétricos.

“Durante o dia, geramos eletricidade utilizando petróleo bruto nacional e nossas usinas termoelétricas. Além disso, a contribuição de fontes de energia renováveis ​​é considerável e, como já mencionamos, varia entre 49% e 51% [do total de energia do país durante o dia]”, afirmou.

Canel acrescentou que as medidas amenizaram um pouco a frequência dos apagões. Porém, reconhece que Cuba ainda precisa do petróleo importado para prestar os serviços de saúde, educação, transporte e para alimentar os sistemas de distribuição de energia.

“Neste momento, dezenas de milhares de pessoas no país aguardam cirurgias que não podem ser realizadas devido à falta de energia elétrica. Entre as dezenas de milhares, um número significativo são crianças que aguardam cirurgia”, lamentou.

Entenda crise energética 

Cubanos que vivem em Havana relatam que o país vive o “pior momento” com as dificuldades enfrentadas pela população após o endurecimento do bloqueio energético imposto pelos EUA a partir do final de janeiro deste ano. 

O aumento dos apagões, a elevação dos preços de produtos básicos, a redução do transporte público e a redução da oferta da cesta básica alimentar subsidiada pelo Estado são alguns dos problemas que pioraram nas últimas semanas.

A crise energética de Cuba é ainda mais grave nas províncias do interior da ilha de quase 11 milhões de habitantes, onde os apagões podem durar quase o dia todo.

No último 29 de janeiro, o presidente norte-americano Donald Trump editou nova Ordem Executiva classificando Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança de Washington, citando, como justificativa, o alinhamento de Havana com Rússia, China e Irã.

A decisão prevê a imposição de tarifas comerciais aos produtos de qualquer país que forneça ou venda petróleo a Cuba. 

O aperto do cerco econômico ao país é mais uma tentativa dos EUA de derrubar o governo liderado pelo Partido Comunista, que desafia a hegemonia política de Washington na América Latina há mais de seis décadas. O embargo dos EUA contra Cuba já dura 66 anos, com as primeiras medidas adotadas logo após a Revolução Cubana, de 1959.  

Resumo da Notícia

Cuba completa três meses sem receber combustível devido a um bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos, que ameaça sancionar países que negociem petróleo com a ilha. A maior parte da energia cubana depende de termelétricas, e a escassez de combustível tem causado apagões de até 30 horas em algumas regiões, afetando serviços essenciais como saúde e transporte. O governo cubano tem investido em energias renováveis e produção interna de petróleo para mitigar a crise, mas ainda depende do combustível importado. Em meio à pressão, Havana iniciou conversações preliminares com Washington, buscando uma solução por meio do diálogo e respeito mútuo. O bloqueio faz parte de uma tentativa dos EUA de enfraquecer o governo comunista cubano, vigente há mais de seis décadas desde a Revolução de 1959, agravando a situação econômica e social da população.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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