Corredor Bioceânico promete transformar turismo e comércio em MS
A expectativa em Mato Grosso do Sul é de transformação significativa nas áreas de turismo e comércio com a conclusão do Corredor Bioceânico de Capricórnio. A obra, que inclui a ponte sobre o Rio Paraguai, está 90% finalizada e promete revolucionar a conexão entre o Brasil e países como Paraguai, Argentina e Chile, além de facilitar o acesso ao mercado asiático.
O novo traçado rodoviário, conhecido como Rota Bioceânica, estende-se por 3,9 mil quilômetros e, ao conectar os oceanos Atlântico e Pacífico, visa otimizar o transporte de mercadorias entre a América do Sul e a Ásia. Segundo o Governo do Estado, estima-se que, no primeiro ano de operação do corredor, o turismo pode crescer até 30%, com um aumento ainda maior de 70% no segundo ano.
De acordo com Danniele Paiva, assessora especial de integração do Corredor Bioceânico na Semadesc, o impacto no setor turístico já pode ser sentido, mesmo antes da conclusão da obra. Ela ressalta que a mobilização dos municípios é crucial para capitalizar essa oportunidade, principalmente com a abertura de novos voos que podem ampliar ainda mais o fluxo de visitantes.
Bruno Wendling, diretor-presidente da Fundtur, destacou que a continuidade do crescimento no turismo é esperada a médio prazo, uma vez que novos acessos levam a um aumento natural na movimentação de turistas. A agilidade nas alfândegas será um fator determinante para o sucesso do turismo rodoviário, uma vez que a ponte facilitará a entrada de visitantes do Paraguai, que já demonstram interesse em conhecer atrações em Bonito e outras cidades da região.
Além disso, novas iniciativas de turismo estão surgindo em Porto Murtinho, como cicloturismo e passeios de pesca, aproveitando a infraestrutura local. A empresária Annice Dias, que fundou a primeira agência de turismo da cidade, afirmou que o aumento no fluxo de visitantes é visível, com solicitações de turistas paraguaios para conhecer o Brasil.
No âmbito comercial, a redução do tempo de transporte para a Ásia é um ponto central. Com a finalização das obras e a operação do corredor, o trajeto será encurtado em até duas semanas. Isso acende o interesse de empresas que buscam se estabelecer na região, conforme explicou Danniele Paiva. O empresário Luiz Carlos Malacarne, do setor de distribuição de combustíveis em Jardim, também se mostra otimista e se prepara para um aumento de 30% na demanda assim que a obra for concluída.
O Corredor Bioceânico não apenas promete facilitar o trânsito de mercadorias, mas também criar oportunidades para harmonização regulatória e a inclusão econômica em áreas menos desenvolvidas. O secretário da Semadesc, Artur Falcette, enfatiza que essa infraestrutura rodoviária poderá impulsionar o desenvolvimento produtivo da região e atrair investimentos, o que é essencial para o crescimento econômico de Mato Grosso do Sul.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.