A integração entre órgãos públicos, forças policiais e o setor privado tem se mostrado fundamental para o combate ao contrabando de agrotóxicos e outros insumos agropecuários ilegais em Mato Grosso do Sul. Essa estratégia integra esforços para proteger a atividade rural, a economia formal e a sustentabilidade ambiental no Estado. [S1]
Entre os dias 19 e 23 de outubro de 2026, a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) promoveu o Seminário de Capacitação para Fiscalização Integrada de Insumos Agropecuários em Campo Grande. O evento, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Polícia Rodoviária Federal (PRF), CropLife Brasil, Andav e inpEV, reuniu representantes de diferentes instituições para aprimorar estratégias conjuntas de fiscalização. [S1] [S2]
Durante a abertura do seminário, o secretário-adjunto da Semadesc, Alex Melotto, ressaltou que a mobilização conjunta é essencial para proteger os investimentos feitos no setor agropecuário do Estado e impedir que produtos ilegais comprometam a sanidade vegetal e a sustentabilidade da produção, citando como exemplo o controle da praga psilídeo na citricultura, cuja eficácia pode ser prejudicada por agrotóxicos falsificados. [S1]
Melotto também destacou o desafio logístico da extensa fronteira seca de Mato Grosso do Sul, que ultrapassa 800 quilômetros, destacando que essa situação exige articulação permanente entre órgãos estaduais e federais, forças policiais e representantes do setor produtivo para operar com inteligência e capacidade operacional no combate ao contrabando, protegendo não apenas a economia e produtores, mas também a saúde pública e o meio ambiente. [S1]
O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, ressaltou que a fiscalização de insumos ilegais tem o objetivo de proteger o produtor rural, que pode ser enganado ao adquirir produtos falsificados apresentados com embalagens e documentos fiscais aparentemente regulares, mas que não contêm os ingredientes ativos declarados. Isso pode causar prejuízos econômicos, comprometer o controle de pragas e aumentar riscos ambientais. [S1]
O seminário proporcionou aos participantes atividades teóricas e práticas para reconhecer agrotóxicos ilegais, identificar sementes clandestinas, analisar documentos fiscais e de transporte, além de realizar exercícios de fiscalização em rodovias. Estes esforços visam ampliar a capacidade de ação integradora entre as instituições, fortalecendo a troca de informações e aprimorando os procedimentos de apreensão de produtos ilegais. [S1] [S2]
Dados do setor indicam que o comércio de insumos agropecuários ilegais movimenta bilhões de reais por ano no Brasil, acarretando prejuízos à economia e riscos severos ao meio ambiente, incluindo a contaminação de solos e águas. Por isso, a integração entre governo, órgãos de controle e setor produtivo é crucial para garantir a sustentabilidade da produção agrícola e a credibilidade do agronegócio brasileiro. [S2]
Como a população pode colaborar contra o comércio ilegal de agrotóxicos?
O diretor-presidente da Iagro orienta os consumidores a comprarem apenas em estabelecimentos credenciados e a exigir nota fiscal na compra de agrotóxicos e sementes. É fundamental verificar o registro oficial dos produtos junto à Iagro e ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Suspeitas de comércio clandestino ou transporte irregular devem ser denunciadas às autoridades competentes. Atenção redobrada deve ser dada a embalagens sem identificação clara ou que apresentem indícios de adulteração, pois podem indicar produtos ilegais ou falsificados. Essas práticas colaboram para a fiscalização e proteção da sociedade, produtores rurais e do meio ambiente. [S2]
Fontes consultadas
- Cooperação entre forças de fiscalização fortalece combate ao contrabando de agrotóxicos em MS
- Seminário vai discutir combate ao uso de agrotóxicos ilegais e transporte irregular de insumos
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