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Conflito no Golfo: Irã intensifica ataques a instalações de gás do Catar

Após ameaças dos EUA, Irã ataca novamente infraestrutura energética no Catar, aumentando tensão regional e impacto no mercado global

Impactos da tensão no Golfo Pérsico

A escalada de ataques entre Irã e Catar afeta diretamente a estabilidade do fornecimento global de energia, elevando os preços do petróleo e ameaçando a segurança energética de diversos países. A região, crucial para o mercado mundial, pode enfrentar instabilidade prolongada, impactando economias dependentes do petróleo e aumentando a volatilidade geopolítica no Oriente Médio.
FILE PHOTO: QatarEnergy's liquefied natural gas (LNG) production facilities, amid the U.S.-Israeli conflict with Iran, in Ras Laffan Industrial City, Qatar March 2, 2026. REUTERS/Stringer/File Photo
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O Irã voltou a atacar instalações de gás natural no Catar na madrugada desta quinta-feira (19), após o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ameaçar destruir a totalidade do campo de gás iraniano South Pars, o maior do mundo, que já havia sido atacado por Israel no dia anterior.

A empresa petroleira do Catar, a Catar Energy, comunicou que várias de suas instalações de gás natural liquefeito (GNL) foram alvos de ataques com mísseis, “causando incêndios de grandes proporções e extensos danos adicionais”.

É o segundo ataque do Irã contra infraestrutura energética da monarquia árabe aliada dos EUA na região. O primeiro ataque ocorreu na quarta-feira (18) contra a refinaria de Ras Laffan, causando também “danos extensos”, segundo a Catar Energy.  

O segundo ataque ocorreu após Trump informar que foi Israel o responsável pelos ataques contra o campo de gás Pars, que o Irã divide com o Catar no Golfo Pérsico. Segundo o norte-americano, Tel Aviv não faria novos ataques contra infraestrutura energética do país persa.

“A menos que o Irã, imprudentemente, decida atacar um país inocente, nesse caso, o Catar. Nessa situação, os EUA, com ou sem a ajuda ou consentimento de Israel, explodirão massivamente a totalidade do campo de gás de South Pars com uma força e potência jamais vistas ou testemunhadas pelo Irã”, afirmou Trump em uma rede social.

A chefe da Casa Branca acrescentou que não quer autorizar esse nível de violência, “mas se o GNL do Catar for atacado novamente, não hesitarei em fazê-lo”.

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Aviso 

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyyed Abbas Araghchi, advertiu, nesta quinta-feira, que o Irã não demonstrará mais contenção se suas infraestruturas forem alvejadas novamente.

“Nossa resposta ao ataque de Israel à nossa infraestrutura empregou uma fração de nosso poder. A única razão para a contenção foi o respeito ao pedido de desescalada. Nenhuma restrição caso nossas infraestruturas sejam atingidas novamente. Qualquer fim para esta guerra deve abordar os danos causados ​​às nossas instalações civis”, afirmou.

Após os ataques contra o campo de gás South Pars, o Irã ameaçou cinco instalações de processamento de petróleo e gás no Catar, na Arábia Saudita, e nos Emirados Árabes Unidos. A escalada do conflito tem elevado o preço do petróleo no mercado global.  

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) advertiu que atacar as instalações energéticas do Irã foi um grave erro de cálculo.

“Caso tal ato se repita, ataques subsequentes contra as redes energéticas tanto do agressor quanto de seus aliados persistirão até que sejam completamente destruídas, com uma resposta que excederá em muito a intensidade das operações anteriores”, diz comunicado da Guarda Revolucionária.

Resumo da Notícia

O Irã realizou uma série de ataques a instalações de gás natural liquefeito no Catar, em resposta às recentes ameaças dos Estados Unidos, que advertiram sobre possíveis retaliações severas caso o campo de gás South Pars fosse atacado novamente. As ofensivas iranianas seguem um ataque anterior atribuído a Israel contra o mesmo campo, localizado no Golfo Pérsico, compartilhado entre os dois países. A escalada do conflito elevou consideravelmente os preços do petróleo no mercado internacional e gerou preocupações sobre a estabilidade regional. Autoridades iranianas ressaltam que a atual contenção é temporária e prometem respostas mais duras caso novas agressões ocorram. As tensões envolvem também a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, aliados do Catar, ampliando as implicações para a segurança energética no Oriente Médio.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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