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Crédito da imagem: © Dayse Barbosa/Instagram

Comandante da Guarda Municipal de Vitória é vítima de feminicídio

Policial rodoviário federal mata namorada e se suicida em crime que choca Espírito Santo

Impacto do feminicídio na segurança pública

Este caso evidencia a urgência de fortalecer políticas de proteção às mulheres, especialmente em posições de liderança. Além do trauma social, o episódio ressalta a necessidade de ações integradas para prevenir a violência de gênero, promovendo ambientes mais seguros e inclusivos para todas as pessoas.
Vitória (ES), 23/03/2026- FOTO DE ARQUIVO - A comandante da Guarda Municipal, Dayse Barbosa e o Policial Rodoviário Federal Diego Oliveira de Sousa. Foto: Dayse Barbosa/Instagram
© Dayse Barbosa/Instagram

A comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória (ES), Dayse Barbosa Mattos, de 38 anos, foi morta com cinco tiros na cabeça, na madrugada desta segunda-feira (23) pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que se matou em seguida. A vítima deixa uma filha de sete anos.

O policial planejou o crime para entrar na casa de Dayse. Ele usou uma escada para chegar à marquise da casa e, em seguida, usando outros instrumentos, arrombou a porta, surpreendendo a vítima, que dormia.

“Ele foi com a finalidade de cometer o feminicídio. Ele levou os materiais para poder entrar na residência e poder subir na marquise. Tudo indica que ela estava deitada, dormindo, quando ele efetuou os disparos, sem possibilidade de reação”, explicou o delegado-chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, Fabrício Dutra.

De acordo com a titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, delegada Raffaella Aguiar, as investigações apontam que a guarda tentava romper com o PRF, “um homem considerado possessivo e extremamente controlador”. 

“Uma mulher forte, uma autoridade, uma Comandante da Guarda Municipal e sofrer essa violência mais gravosa, que é o feminicídio. Então, essa violência de gênero diz sobre quem é ele”. 

Seguindo Raffaella Aguiar, as primeiras informações são de que ele não aceitava o fim do relacionamento. 

A vítima era uma figura de destaque na segurança pública de Vitória, tendo assumido recentemente o comando da Guarda Civil Municipal.

Segundo o pai de Dayse, Carlos Roberto Teixeira, o relacionamento era conturbado e marcado por episódios de violência, embora não houvesse registros formais anteriores contra o agressor. 

“Já tirei ele de cima dela. Uma vez, flagrei ele tentando enforcar a Dayse”, contou.

O policial rodoviário federal Diego de Oliveira Souza era lotado em Campos dos Goytacazes, norte fluminense (RJ).

Nota de pesar

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lamentou a morte da comandante Dayse Barbosa Mattos. Primeira mulher a ocupar o cargo de comandante na história da corporação, Dayse Barbosa construiu uma trajetória de liderança marcada pela defesa intransigente dos direitos das mulheres e pelo compromisso com a segurança pública.

“Sua morte evidencia a gravidade do feminicídio no país e a persistência dessa forma de violência, além de representar um severo alerta de que o enfrentamento ao feminicídio e a atenção à saúde mental dos profissionais de segurança pública constituem compromissos centrais e permanentes deste Ministério, no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública”, diz a pasta. 

Na nota, o Ministério também reafirma compromisso com o fortalecimento das políticas públicas de enfrentamento à violência baseada em gênero. 

O governo do Espírito Santo e a prefeitura de Vitória decretaram luto oficial de três dias no estado e município pela morte de Dayse Mattos.

Resumo da Notícia

Dayse Barbosa Mattos, primeira mulher a comandar a Guarda Civil Municipal de Vitória, foi assassinada pelo namorado, um policial rodoviário federal, que em seguida tirou a própria vida. O crime, ocorrido na madrugada, envolveu planejamento e uso de instrumentos para invadir a residência da vítima, que não teve chance de defesa. Dayse deixa uma filha de sete anos e era reconhecida por sua liderança e compromisso com a segurança pública e direitos das mulheres. Autoridades locais e o Ministério da Justiça destacam a gravidade do feminicídio e reforçam a importância de políticas públicas para combater a violência de gênero. O governo do Espírito Santo decretou luto oficial de três dias em homenagem à comandante.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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