Chuvas intensas elevam preço do feijão e encarecem cesta básica no Brasil
O preço da cesta básica teve alta em todas as capitais brasileiras em março, com destaque para alimentos como feijão, batata e tomate, que sofreram impactos diretos do excesso de chuvas nas regiões produtoras. São Paulo continua registrando o valor mais alto da cesta, que alcançou R$ 883,94, enquanto Aracaju apresenta o menor custo médio, R$ 598,45.
A pesquisa realizada pelo Dieese e pela Conab revelou que cidades como Manaus e Salvador tiveram os maiores aumentos percentuais, superiores a 7%. Além disso, capitais como Rio de Janeiro, Cuiabá, Florianópolis e Campo Grande também registraram valores médios acima de R$ 800. Apesar do encarecimento, o tempo necessário para que um trabalhador que recebe salário mínimo adquira a cesta básica diminuiu em comparação com o ano passado, embora ainda represente cerca de 48% da renda líquida.
O aumento no preço do feijão foi motivado por uma série de fatores relacionados ao clima. O excesso de chuvas prejudicou a colheita e reduziu a área plantada, especialmente no Paraná, Bahia e Mato Grosso do Sul. Isso provocou uma queda na oferta e uma elevação nos valores, com o feijão carioca chegando a custar até R$ 350 a saca em algumas regiões. A expectativa é que a safra irrigada, colhida entre agosto e outubro, possa aliviar os preços, mas a atual situação mantém a pressão sobre os consumidores.
Além do impacto climático, o estudo aponta que a diferença entre feijão preto e carioca deve se intensificar em 2026, com o preto mantendo preços mais altos devido a estoques remanescentes e menor plantio na segunda safra. O mercado externo também influencia, já que a exportação diminuiu em 2025, e o preço mínimo garantido pelo governo para o feijão carioca não tem sido eficaz para proteger os produtores.
Por fim, o levantamento do Dieese indica que o salário mínimo ideal para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas deveria ser R$ 7.425,99, mais de quatro vezes o valor atual de R$ 1.621,00. Esse valor considera custos essenciais como alimentação, moradia, saúde e transporte. A disparidade entre o salário vigente e o mínimo necessário reforça os desafios enfrentados pela população para garantir o acesso a bens e serviços básicos em meio à alta dos preços.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.