Cesta básica registra alta em todas as capitais brasileiras em março de 2026
O mês de março de 2026 trouxe uma elevação nos preços da cesta básica em todas as capitais brasileiras, incluindo o Distrito Federal. Esta alta foi confirmada pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese em parceria com a Conab. A capital que registrou o maior aumento percentual foi Manaus, com 7,42%, seguida por Salvador e Recife, que também tiveram altas superiores a 6%. No acumulado do ano, todas as capitais já apresentam aumento nos custos da cesta básica, com Aracaju chegando a quase 11% de alta.
Entre os alimentos que mais pesaram no bolso do consumidor, o feijão teve destaque. O grão preto aumentou de preço nas capitais do Sul, Rio de Janeiro e Vitória, com variações que chegaram a 7,17% em Florianópolis. Já o feijão carioca apresentou aumentos ainda mais expressivos em outras regiões, especialmente em Belém, com 21,48%. A principal causa apontada para essa alta foi a restrição da oferta, causada por dificuldades na colheita que afetaram a disponibilidade do produto no mercado.
Além do feijão, outros itens como o tomate, a carne bovina de primeira qualidade e o leite integral também tiveram preços em ascensão, colaborando para o aumento geral da cesta básica. Essas variações refletem tanto fatores sazonais quanto desafios logísticos e produtivos enfrentados nos últimos meses.
No ranking das capitais com o custo mais alto da cesta básica, São Paulo lidera com um valor médio de R$ 883,94 em março, seguida pelo Rio de Janeiro com R$ 867,97 e Cuiabá com R$ 838,40. Já nas regiões Norte e Nordeste, os preços são mais baixos, com Aracaju apresentando o menor custo médio, R$ 598,45. Essa diferença regional mostra a diversidade econômica e logística do país, que impacta diretamente o preço dos alimentos essenciais.
Considerando o valor da cesta básica mais cara do país, o Dieese estima que o salário-mínimo ideal para suprir as necessidades básicas dos trabalhadores brasileiros deveria ser de R$ 7.425,99, aproximadamente 4,58 vezes o atual, que está em R$ 1.621,00. Esse cálculo leva em conta gastos com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, conforme estabelece a Constituição. A disparidade entre o valor real do salário e o necessário para cobrir essas despesas evidencia o desafio enfrentado por milhares de famílias, exigindo atenção das autoridades para políticas de combate à inflação e proteção social.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.