Centro de Formação em Economia do Mar é lançado na Baía de Guanabara, RJ
O Centro de Formação em Economia do Mar Baía de Guanabara foi oficialmente lançado no Hangar Náutico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, marcando um avanço importante para o desenvolvimento sustentável da região. A iniciativa une esforços do Movimento Baía Viva, do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social da UFRJ (Nides) e da Petrobras para oferecer capacitação gratuita às populações que vivem ao redor da Baía de Guanabara e nos municípios vizinhos.
O projeto visa atender moradores de Itaboraí, Magé, Maricá, São Gonçalo, Cachoeiras de Macacu, Duque de Caxias e Guapimirim, com especial atenção às comunidades tradicionais como pescadores artesanais, povos indígenas e quilombolas. O centro prioriza a formação em Economia Solidária, Economia do Mar e Sustentabilidade, buscando fortalecer as oportunidades econômicas e sociais dessas populações.
O coordenador do centro, ecologista Sérgio Ricardo Lima, destaca que o movimento pela criação da Universidade do Mar ganhou força a partir de 2018, reunindo o apoio de diversas instituições públicas de ensino e pesquisa do Rio de Janeiro, além de associações de pescadores e pesquisadores multidisciplinares. Com o edital socioambiental da Petrobras, o projeto foi contemplado para seguir com suas ações até 2028.
O Hangar Náutico foi adaptado para receber os cursos e oficinas, contando com alojamento para estudantes de outras regiões, refeitório, cozinha e salas amplas para até 120 alunos por turno. Entre as formações previstas estão cursos certificados pela UFRJ como Aprendiz da Carpintaria Naval Artesanal, que busca resgatar e difundir técnicas tradicionais de construção e reparo de embarcações de pesca.
Além das capacitações, o centro promoverá um mapeamento participativo dos sete municípios atendidos, diagnosticando as políticas públicas de economia do mar e iniciativas da sociedade civil que já estão em andamento. O objetivo é fortalecer a integração entre academia, governo e comunidades para criar um Arranjo Produtivo Local Sustentável na Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara.
Outras oficinas contemplam agroecologia, turismo comunitário, empreendedorismo solidário, extensão pesqueira, tecnologias sociais para mulheres pescadoras, ensino marítimo com a Marinha do Brasil, além de mecânica de motor de barco e operação de drones. Essas ações buscam ampliar a segurança alimentar, geração de renda e inclusão socioprodutiva das populações tradicionais e agricultores familiares.
O Centro de Formação em Economia do Mar representa um passo significativo para a valorização dos saberes locais e a promoção do desenvolvimento socioeconômico alinhado à conservação ambiental na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Nos próximos meses, o foco estará na conclusão das obras e no início das atividades formativas, com expectativa de impactar positivamente a vida de centenas de pessoas e fortalecer o vínculo entre ciência, cultura e sustentabilidade.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.