CBV recorre ao STF contra lei que exclui atletas trans em Londrina

Confederação contesta norma municipal que impede participação de atletas trans na Copa Brasil de vôlei

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CBV recorre ao STF contra lei que exclui atletas trans em Londrina
Crédito da imagem: © Carolina Oliveira/Osasco

Impactos da Lei para Atletas Trans

A disputa judicial sobre a proibição de atletas trans em competições locais evidencia desafios na inclusão esportiva e direitos civis no Brasil. A decisão pode influenciar políticas nacionais, afetando a participação e reconhecimento de atletas trans, além de repercutir socialmente ao promover debates sobre diversidade, igualdade e respeito no esporte.
São Paulo (SP), 27/02/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Jogadora Tiffany Abreu durante a vitória do Osasco sobre o Fluminense nas quartas de final da Copa do Brasil de vôlei. Foto: Carolina Oliveira/Osasco
© Carolina Oliveira/Osasco

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender uma lei municipal de Londrina, no Paraná, que proibiu a participação atletas transgêneros em eventos esportivos na cidade. O pedido foi protocolado na última quarta-feira (25).

A CBV alega que a norma, que entrou em vigor em 2024, interfere nos jogos das semifinais da Copa Brasil, que serão realizados, neste final da semana, no município paranaense.

A confederação afirmou ao Supremo que a proibição atinge a atleta Tiffany Abreu, a primeira mulher transgênero a disputar competições de vôlei no país.

Ela é atleta do Osasco São Cristóvão Saúde, que tem partida marcada para esta sexta-feira (27) contra o Sesc RJ Flamengo, no ginásio do Moringão, em Londrina.

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Ao pedir a suspensão da lei, a confederação disse que Tiffany já disputa a competição regulamente e será prejudicada pela norma.

“No âmbito desportivo, cumpre informar que a atleta Tiffany está devidamente registrada e apta a atuar pelo Osasco na competição, tendo participado das últimas partidas sem qualquer intercorrência, observando-se os termos dos regulamentos e normas de registro editados pela CBV, que autorizam a participação de atletas trans nas competições nacionais, cumpridos os requisitos da política de elegibilidade da CBV”, argumentou a entidade.

A ação é relatada pela ministra Cármen Lúcia.

Em nota, o Osasco São Cristóvão Saúde afirmou que Tifanny atua profissionalmente há mais de oito anos, tem conduta exemplar e cumpre rigorosamente os critérios médicos estabelecidos pela CBV.

“Nosso clube se pauta pelos valores do esporte, que agregam a inclusão, a diversidade e o respeito a todos os indivíduos. Apoiamos integralmente a nossa atleta e defendemos seu direito constitucional ao trabalho e ao exercício de sua profissão, livre de qualquer forma de discriminação”, declarou a equipe.

 

Resumo da notícia
A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) acionou o Supremo Tribunal Federal para suspender uma lei de Londrina, Paraná, que proíbe atletas transgêneros de competirem em eventos esportivos locais. A norma, vigente desde 2024, afeta diretamente a participação de Tiffany Abreu, primeira mulher trans a competir no vôlei profissional brasileiro, que disputa a Copa Brasil defendendo o Osasco São Cristóvão Saúde. A CBV destaca que Tiffany está devidamente registrada e apta para atuar, conforme suas políticas de elegibilidade, e que a lei compromete a integridade da competição. O clube Osasco reafirma seu compromisso com a inclusão, diversidade e o respeito, apoiando sua atleta contra qualquer forma de discriminação. O caso está sob análise da ministra Cármen Lúcia, e levanta debates sobre direitos civis e participação de atletas transgêneros no esporte nacional.
Resumo editorial produzido com apoio de inteligência artificial.