Campo Grande se torna refúgio para famílias migrantes em busca de novas oportunidades
Campo Grande se destaca como um novo lar para muitas famílias migrantes que buscam segurança e oportunidades. Com o apoio da Casa Resgate e da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), imigrantes de diversas nacionalidades têm encontrado acolhimento e a chance de reescrever suas histórias na Capital.
Luisa Fernanda Garcia Luna, de 26 anos, é uma das muitas que trilharam esse caminho. Natural da Colômbia, ela deixou para trás a vida que construiu ao lado do marido e dos filhos, de 7 e 10 anos, devido à crescente violência na região onde viviam. “Vivíamos com medo. Queríamos um lugar seguro para nossos filhos crescerem e estudarem”, relata. Ao ingressar no Brasil por Corumbá, a família decidiu que Campo Grande seria seu destino, e a recepção calorosa que receberam fez toda a diferença na adaptação.
A Casa Resgate atua como uma casa de passagem, onde migrantes podem permanecer por até 90 dias. Durante esse período, as equipes oferecem suporte na emissão de documentos, matrícula escolar e encaminhamentos para emprego e moradia. Atualmente, a unidade acolhe imigrantes de países como Venezuela, Equador e Haiti, com a maioria sendo venezuelanos.
Jéssica Thaynara Rodrigues, técnica da Casa Resgate, explica que o abrigo é estruturado para respeitar a composição familiar, garantindo privacidade e conforto aos acolhidos. Além disso, o espaço conta com áreas de convivência, lavanderia e refeitório, proporcionando um ambiente que estimula a interação e a formação de vínculos entre as famílias.
Outra história que exemplifica a busca por recomeços é a de Marta Garcia, de 47 anos, que deixou o Equador em busca de estabilidade para o filho de 11 anos. Após meses de deslocamentos por diferentes cidades, ela encontrou em Campo Grande um lugar onde se sentiu acolhida e com oportunidades reais. “Aqui, meu filho pode fazer amigos e ter uma rotina. É um lugar tranquilo e cheio de possibilidades”, afirma.
Além de abrigar famílias, a Casa Resgate também serve como uma ponte para serviços públicos, auxiliando na regularização documental e incentivando a inserção no mercado de trabalho. Muitos dos acolhidos chegam sem documentos ou recursos, e a Casa se torna um espaço essencial para recomeçar. Jéssica destaca que as histórias de força e determinação são comuns entre os migrantes que chegam à unidade.
Mantida com recursos da Prefeitura, emendas parlamentares e doações, a Casa Resgate depende da solidariedade da comunidade para continuar seu trabalho. Para aqueles que cruzam fronteiras em busca de um futuro melhor, o acolhimento em Campo Grande representa mais do que um abrigo; é o primeiro passo em direção a uma nova vida repleta de esperança e oportunidades.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.