Campo Grande promove capacitação para combater trabalho infantil
A Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS) de Campo Grande organizou uma capacitação voltada para o enfrentamento do trabalho infantil, em parceria com o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul. O evento, conduzido pela procuradora do Trabalho, Cândice Gabriela Arosio, reuniu representantes de diversas instituições, incluindo a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a Secretaria Municipal de Educação (SEMED), a Fundação Social do Trabalho (Funsat), além de membros da Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana e conselheiros tutelares.
A secretária de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento, destacou que a capacitação faz parte da articulação iniciada no mês passado para o lançamento da campanha “Infância sem Correntes”. Essa iniciativa visa conscientizar a população sobre a importância da prevenção e combate ao trabalho infantil. Durante a capacitação, Camilla anunciou que a campanha incluirá uma cartilha informativa que abordará os conceitos, regras sobre o trabalho infantil e canais de denúncia.
A secretária enfatizou o compromisso de transformar a campanha em uma política de continuidade. "Queremos que essa iniciativa perdure, que se transforme em uma política de continuidade das ações que vamos desenvolver", afirmou, ressaltando a importância da ação no futuro de Campo Grande em relação à exploração do trabalho infantil.
Inês Mongenout, secretária-adjunta, também abordou a relevância da reativação do Comitê Municipal de Enfrentamento e Erradicação ao Trabalho Infantil. Ela destacou que o retorno desse grupo é fundamental para a continuidade do trabalho e a normatização das ações no plano municipal da criança e do adolescente.
Durante a capacitação, Cândice Arosio detalhou as funções de cada instituição na rede de proteção, incluindo CRAS, CREAS e Conselhos Tutelares, além dos setores de segurança, saúde e educação. A procuradora também abordou os novos desafios do trabalho infantil nas redes sociais, ressaltando a necessidade de supervisão e a atuação do Estado no ambiente virtual. "O Brasil está num momento de consolidação da regulamentação disso", afirmou.
Com o objetivo de nivelar o conhecimento técnico sobre a legislação trabalhista e fortalecer o fluxo de atendimento entre os órgãos envolvidos, a capacitação procurou sensibilizar os profissionais que atuam na ponta no combate à aceitação cultural do trabalho infantil. A procuradora ressaltou que a compreensão das diretrizes é essencial para que a rede de proteção identifique violações e atue efetivamente na defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
Ao final, Cândice Arosio concluiu que a aceitação do trabalho infantil pela sociedade pode levar à marginalização dessas crianças, reforçando a importância de um trabalho conjunto e contínuo para garantir um futuro melhor.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.