Campo Grande Avança nas Políticas de Saúde Pública na 10ª Conferência Municipal
A 10ª Conferência Municipal de Saúde de Campo Grande, ocorrida nos dias 3 e 4 de julho, se destacou como um importante espaço de diálogo e construção de propostas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Com o lema 'Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil', o evento foi promovido pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), em parceria com o Conselho Municipal de Saúde.
Durante a conferência, usuários, trabalhadores, gestores e representantes da sociedade civil se uniram para discutir prioridades e diretrizes que orientarão as políticas públicas de saúde no município nos próximos anos. A superintendente da Sesau, Ana Paula Resende, destacou a importância da participação da população nesse processo, que deve refletir as verdadeiras necessidades da cidade. "As melhores políticas públicas são construídas quando ouvimos quem utiliza os serviços e vive a realidade dos territórios", enfatizou.
As propostas aprovadas durante os debates não apenas subsidiarão o planejamento local, mas também seguirão para as etapas estadual e nacional das Conferências de Saúde. Isso amplia a chance de que as demandas levantadas em Campo Grande possam contribuir para o fortalecimento do SUS em todo o Brasil.
Veruska Lhado, superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, ressaltou que a conferência é um espaço legítimo de controle social e compartilhamento de informações. "Estamos buscando melhores estratégias para a saúde municipal e a melhoria da qualidade de vida", disse Lhado.
Nos dois dias de evento, foram discutidos temas como a participação social, o financiamento sustentável do SUS, os impactos das mudanças climáticas na saúde e a justiça socioambiental. A estrutura do evento foi planejada para garantir acessibilidade e acolhimento a todos os participantes.
Sandra Valdivino dos Santos Silva, assessora técnica do Conselho Municipal de Saúde, ressaltou que encontros como este reúnem diferentes segmentos da sociedade para discutir propostas que orientem a aplicação dos recursos em saúde pública. "A cada quatro anos, reunimos usuários, trabalhadores e gestores para discutir propostas que são fundamentais para a saúde da nossa cidade", explicou.
O sentimento entre os delegados era de que o diálogo coletivo fortalece as decisões. Eduardo Menezes, representante da região das Moreninhas, destacou a relevância das discussões. "Debater aqui não é só importante para Campo Grande, mas para nosso Estado, ouvindo várias ideias para promover uma saúde igualitária", afirmou.
Estela Scandola, da Rede Feminista de Saúde, lembrou que a participação popular é essencial para a história do SUS. "Só existe SUS porque há democracia, e só há democracia com um SUS forte e participativo", destacou.
O coordenador da conferência, Jader Vasconcelos, avaliou que a expressiva participação demonstrou a força do controle social na formulação de políticas públicas. "Tivemos uma participação significativa e um espaço importante para debate e diálogo sobre os caminhos da saúde pública em Campo Grande. A Conferência fortalece o controle social e permite que todos contribuam coletivamente para um SUS melhor", concluiu Vasconcelos.
Resumo da Notícia
Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.