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Crédito da imagem: © Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Câmara aprova PL antifacção com penas mais duras contra crime organizado

Projeto prevê reclusão de até 40 anos e restrições para condenados por organizações criminosas

Penas mais rigorosas contra crime organizado

A aprovação do projeto antifacção representa um avanço significativo no combate às organizações criminosas, ao aumentar a severidade das punições e restringir benefícios legais. Isso pode resultar em maior segurança pública, ao dificultar a atuação de milícias e grupos ilegais, e impacta diretamente a gestão do sistema prisional, especialmente com a transferência de líderes para presídios federais de alta segurança.
Brasília (DF), 06/02/2026 –Foto feita em 03/02/2026 -  Discussão e votação de propostas legislativas.
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou no final da noite de terça (24) o projeto de lei antifacção, que prevê o aumento de penas pela participação em organização criminosa ou milícia. A proposta foi enviada pelo governo federal ao Congresso em 31 de outubro, mas houve alterações tanto na Câmara como no Senado. 

Confira como foi a tramitação do projeto 

Na Câmara, o relator foi o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), que apresentou substitutivo ao Projeto de Lei 5582/25, de autoria do governo federal. 

O texto final, agora, seguirá para sanção do presidente Lula. O projeto estipula a tipificação de condutas comuns de organizações criminosas ou milícias privadas.

A pena prevista é de reclusão de 20 a 40 anos em um crime categorizado como domínio social estruturado. O favorecimento a esse domínio será punido com reclusão de 12 a 20 anos.

Alterações

Na Câmara, o projeto de lei Antifacção foi chamado de “Marco legal de enfrentamento do crime organizado”.  A maior parte das alterações feitas pelo Senado acabaram rejeitadas.

Foram excluídas também a taxação de bets para criação de fundo de combate ao crime organizado e mudanças na atribuição da Polícia Federal em cooperações internacionais. 

Nesta quarta, o presidente da Câmara Hugo Motta anunciou que a possível futura lei deverá ser batizada com o nome do ex-ministro Raul Jungmann, que morreu no mês passado.

Restrições

Segundo o texto final, haverá restrições ao condenado por esses crimes como proibição de ser beneficiado por anistia, graça ou indulto, fiança ou liberdade condicional.

Ainda, os dependentes de quem se envolver com crime organizado não contarão com auxílio-reclusão se ele estiver preso provisoriamente ou cumprindo pena privativa de liberdade, em regime fechado ou semiaberto, em razão de ter cometido qualquer crime previsto no projeto.

As pessoas condenadas por esses crimes ou mantidas sob custódia até o julgamento deverão ficar obrigatoriamente em presídio federal de segurança máxima se houver indícios concretos de que exercem liderança, chefia ou façam parte de núcleo de comando de organização criminosa, paramilitar ou milícia privada.

Acordo

O presidente da Câmara Hugo Motta disse que o projeto representa a resposta mais dura já dada ao crime organizado. No início da discussão, ele explicou que o governo federal e a oposição haviam entrado em acordo para acelerar a votação.

Para o líder do PSB, deputado Jonas Donizette (SP), o texto foi aperfeiçoado com pontos positivos da Câmara e do Senado.  O deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM), vice-líder do PL, destacou que o projeto vai ser "o pontapé inicial" para retirar organizações criminosas da política. 

Deputados da base do governo, por outro lado, criticaram a aprovação de destaque para retirar a criação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre bets para financiar o combate ao crime organizado. O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que a cobrança traria R$ 30 bilhões para a segurança pública.

* Com informações da Agência Câmara

Resumo da Notícia

A Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei antifacção, que endurece as penas para participação em organizações criminosas e milícias privadas, com penas que podem chegar a 40 anos de reclusão. A proposta, enviada pelo governo federal, estabelece ainda restrições como a proibição de benefícios legais e determina que líderes dessas organizações cumpram pena em presídios federais de segurança máxima. O texto também determina a exclusão de auxílio-reclusão para dependentes de criminosos enquadrados na lei. O projeto, que agora segue para sanção presidencial, recebeu apoio de diferentes partidos e deverá ser nomeado em homenagem ao ex-ministro Raul Jungmann. A iniciativa é considerada uma das respostas mais rigorosas já aprovadas para enfrentar o crime organizado no país.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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