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Broncopneumonia leva Bolsonaro à UTI com quadro grave de infecção

Ex-presidente foi internado com broncopneumonia bacteriana, doença que pode ser fatal especialmente em idosos

Importância da Prevenção Respiratória

Casos de broncopneumonia ressaltam a necessidade de atenção especial à saúde respiratória, especialmente para grupos vulneráveis como idosos e pessoas com doenças crônicas. A vacinação e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir hospitalizações e complicações graves, impactando positivamente a qualidade de vida e a capacidade do sistema de saúde.
O chefe do médico da UTI, Everton Padilha Gomes, examina uma radiografia de tórax de um paciente em um hospital de campo criado para tratar pacientes que sofrem da doença por coronavírus (COVID-19) em Guarulhos, São Paulo
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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado nesta sexta-feira (13) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, com um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

De acordo com boletim médico, Bolsonaro deu entrada na unidade após apresentar quadro de febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames de imagens e laboratoriais confirmaram a broncopneumonia bacteriana.

Em entrevista à Agência Brasil, a pneumologista Marcela de Oliveira, membro da Comissão Científica de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, explicou que o quadro pode ser considerado potencialmente grave e inspira cuidados.

“A pneumonia é a infecção das vias aéreas mais terminais, ou seja, quando o agente – geralmente uma bactéria ou um vírus – consegue vencer a primeira barreira, que é o nariz, a boca, a garganta, os brônquios, e chega às vias aéreas mais terminais, na última, que é o alvéolo.”

“Quando a infecção chega lá, é dita pneumonia. Essa é a forma realmente mais grave de infecção das vias respiratórias porque é lá onde ocorre a troca de oxigênio. Quer dizer que todo o sistema falhou em proteger a entrada desse microrganismo nas vidas respiratórias”, completou.

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13/03/2026 - Pneumologista e membro da Comissão Científica de Infecções Respiratórias da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Marcela de Oliveira. Foto: Marcela de Oliveira/Arquivo Pessoal
Marcela de Oliveira diz que, entre idosos, a vacina contra pneumonia é a melhor forma de prevenção - Foto: Marcela de Oliveira/Arquivo pessoal

A médica destacou que, no caso específico da broncopneumonia, não há distribuição anatômica de áreas infeccionadas nas vias aéreas. “São múltiplos focos de infecção em lobos diferentes.”

Segundo ela, a pneumonia, em suas diversas formas, figura como uma das principais causas de mortalidade em pessoas idosas e uma das principais causas de morte em pacientes hospitalizados. “É um diagnóstico que inspira cuidado. Não quer dizer que a pessoa não vai curar ou que necessariamente será uma forma grave.”

“O que interfere muito na evolução e na forma como a infecção vai ocorrer é a condição da pessoa, se ela tem alguma doença que afeta sua imunidade, se ela tem alguma doença não controlada ou que acaba demandando muito do organismo”, disse, ao citar condições como diabetes e tabagismo.

Ainda de acordo com a especialista, os principais sinais e sintomas esperados são tosse, febre e dor no peito, além de prostração, falta de apetite e de ar. “Na pessoa com imunidade comprometida, que pode ser pelo fato dela ser idosa, por exemplo, nem sempre há febre.”

“Nesses casos, os sintomas são atípicos e enganam o indivíduo. Pode ser só uma sonolência excessiva, ele está prostrado há dias, não quer comer, tem confusão mental, tem vômito, tem dor abdominal. Se a pneumonia for principalmente nos lóbulos inferiores do pulmão, ela acaba refletindo um pouco no abdome”, acrescentou a pneumologista.

Marcela destacou que o tratamento é feito à base de antibiótico, e que a maioria dos casos de pneumonia é causada pela bactéria pneumococo, infecção que pode ser prevenida por meio de vacina. A dose, entretanto, não é indicada de forma indiscriminada e é aplicada apenas em grupos de risco.

“Nesses pacientes, precisa o alerta. Para eles, sem dúvida, a avaliação médica é fundamental e pode sim ser necessário o internamento. Mesmo nos casos em que ele não ocorra, nesse grupo de maior risco, a avaliação médica de perto é muito importante”, destacou.

Segundo ela, a melhor forma de prevenção para pessoas com mais de 60 anos, por exemplo, é a vacina contra a pneumonia e a consulta regular com um profissional de saúde. “A própria vacina contra a influenza, que não é específica para pneumonia, também ajuda. Já que a infecção viral propicia a coinfecção e evolução para pneumonia.”

Resumo da Notícia

Jair Bolsonaro foi hospitalizado em Brasília devido a uma broncopneumonia bacteriana bilateral, condição que afeta as partes mais profundas dos pulmões e pode causar graves complicações. A infecção, que compromete a troca de oxigênio no organismo, manifesta-se por sintomas como febre alta, tosse, dor no peito e dificuldade respiratória. Especialistas ressaltam que pacientes idosos ou com imunidade debilitada, como diabéticos e fumantes, estão mais vulneráveis e devem manter acompanhamento médico rigoroso. A prevenção inclui vacinação contra pneumococo e influenza, que ajudam a reduzir o risco de infecções respiratórias severas. O tratamento, conduzido com antibióticos, demanda atenção especial para evitar agravamentos, principalmente em grupos de risco. A internação de Bolsonaro evidencia a importância do diagnóstico precoce e da imunização para evitar complicações respiratórias graves.

Resumo editorial produzido pela plataforma com apoio de inteligência artificial.

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